O Beltrano, de Brasília

Notas quentes da política


Anastasia revela que PSDB está sem rumo em Minas

17/11/2017 – 11:05

Acuado, assim como todos os integrantes do PSDB, o senador Antônio Anastasia voltou à cena. Pressionado a disputar o Governo de Minas em 2018, o senador não foi político nas suas declarações, quando o assunto foi seu futuro. Negou, mais uma vez, a intenção de se candidatar e reafirmou que completará seus quatro anos restantes de mandato no Senado. Porém, quando questionado sobre uma possível candidatura do senador Aécio Neves ao Governo do Estado, Anastasia derrapou. Disse que “vai depender dele, das condições, das circunstâncias que ele achar convenientes à sua candidatura”. E as circunstâncias são as piores possíveis.

PSDB não tem candidato natural

17/11/2017 – 11:05

Mas em um gesto mais simbólico do que prático, em nome da deferência que mantém pelo padrinho político, Anastasia foi além. Disse que irá “apoiá-lo” caso Aécio decida pela empreitada. Mas as palavras de Anastasia são só discurso. O PSDB não tem candidato natural em Minas. Nas últimas duas eleições, Aécio foi o fiador das candidaturas dos tucanos Pimenta da Veiga ao Governo e João Leite à Prefeitura de Belo Horizonte. Fracassou em ambas e, diante da série de denúncias, terá dificuldades de conseguir até um lugar na Câmara dos Deputados. A candidatura ao Governo seria um suicídio eleitoral

Pimentel frustra aliados ao priorizar PMDB na chapa

16/11/2017 – 11:22

A dependência do governador Fernando Pimentel (PT) do apoio do PMDB para tentar a reeleição preocupa aliados históricos dos petistas em Minas Gerais. A tese da aliança entre PT e PMDB ganha forma a cada dia. Ainda mais com lideranças nacionais do PMDB dando aval à repetição do acordo. Com isso, as convenções do PMDB estadual, marcadas para junho do ano que vem, serão mera formalidade. E o que pode assegurar a reeleição de Pimentel, também pode comprometer o futuro político de aliados do petista. A principal preocupação é o espaço na chapa encabeçada por Pimentel. Para manter o PMDB no arco de alianças, o governador deu preferência de escolha aos peemedebistas que defendem o acordo. Portanto, o PMDB pode ficar com a vaga de vice ou indicar nomes para o Senado. E aí nomes como os dos deputados federais Reginaldo Lopes (PT) e Jô Moraes (PCdoB) podem não ter espaço na chapa.

PT e PCdoB não têm lugar garantido na chapa ao Senado

16/11/2017 – 11:22

Ambos pleiteiam as vagas para o Senado na chapa de Pimentel. A veterana deputada federal Jô Moraes vem participando de reuniões com empresários. Em todos os encontros, ela confirma que pretende lançar uma candidatura ao Senado. A deputada não tem mais interesse em voltar à Câmara dos Deputados. Por sua vez, Reginaldo Lopes, o deputado federal mais votado em Minas, também acredita que chegou a sua vez de disputar o Senado. Na semana passada, Reginaldo esteve com o ex-presidente Lula para discutir o assunto. Saiu satisfeito com o aval do presidente. Porém, o deputado não tem garantia nenhuma de que Pimentel vai abrigá-lo na chapa. Reginaldo espera ter uma definição sobre isso no início do dezembro. Afinal, precisa dar satisfação à sua base eleitoral sobre o seu futuro político. Realidade, aliás, comum há vários outros políticos que pretendem disputar outros cargos em 2018 e dependem da definição de seus partidos.

Família Neves unida na Justiça

14/11/2017 – 18:25

Os infortúnios do senador Aécio Neves (PSDB) parecem não ter fim. Depois de ter ouvido os gritos de “fora, Aécio” na convenção estadual do PSDB paulista, realizada no último fim de semana, o senador sofreu mais um duro golpe. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federa (STF) decidiu manter os familiares do senador junto com o tucano no processo que tramita na corte. Andréa Neves e Frederico Pacheco foram delatados pelos executivos da JBS. Aécio, a irmã, o primo e Mendherson Souza, assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), teriam recebido R$ 2 milhões em propina da JBS. Andrea, Pacheco e Mendherson foram presos na Operação Patmos, deflagrada em 18 de maio. Na mesma data, Aécio foi afastado do mandato por decisão do então relator do caso, Edson Fachin, mas depois retomou as funções parlamentares.

Racha no PSDB vai provocar debandada no partido

13/1/2017 – 09:05

Os gritos de “fora, Aécio” na convenção estadual do PSDB paulista, realizada no último domingo, mostram que o partido não será o mesmo a partir de 2018. Ou pelo menos não terá os mesmos integrantes aninhados. Com a maior crise da sua história, o PSDB viverá uma debandada significativa. O resultado da eleição para a presidência da legenda definirá quem permanecerá ou deixará o ninho. São duas as hipóteses. Se o grupo do senador Aécio Neves sair vencedor, o partido seguirá alinhado ao presidente Michel Temer (PMDB) e, possivelmente, integrará a proposta de uma grande coalizão pretendida pelo presidente da República com vistas às eleições de 2018. Caso o grupo do mineiro seja derrotado, o PSDB deve caminhar para uma candidatura independente. O certo, no entanto, é que os dois grupos não terão mais como conviver na mesma legenda. E só o tempo dirá o tamanho do estrago dessa cisão. Hoje, ao que parece, os dois grupos estão perdendo.

Lideranças tucanas em rota de colisão

13/1/2017 – 09:05

Os caciques do PSDB já deram exemplo de civilidade política. Nas vitórias e derrotas contra o PT, nas urnas, se comportaram como manda o processo democrático. Quando venceram, mantiveram o debate político. Da mesma forma, quando saíram derrotados. E em todos os casos, os tucanos se mantiveram unidos. Hoje, os tucanos não conseguem conviver entre si. A crise interna dos últimos meses colocou as grandes lideranças tucanas em rota de colisão. Os caciques passaram, inclusive, a denunciar os escândalos dos próprios aliados. É um festival de ataques e enfrentamentos diários. Os tucanos, nesse processo de transição, estão enfaticamente denunciando uns aos outros. Alguns ataques chegam a ser cômicos como o do presidente do PSDB paulista, deputado Pedro Tobias, que sugeriu a Aécio que “colocasse o pijama e voltasse pra casa”.

Jucá dá aval para aliança do PMDB com o PT em Minas

11/11/2017 – 11:05

Não há mais barreiras à aliança pretendida por boa parte do PMDB mineiro com o projeto de reeleição do governador Fernando Pimentel (PT). O último entrave era a resistência da cúpula nacional do partido, que não deseja dividir o mesmo palanque com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial. Porém, o caminho está aberto para o acordo em Minas Gerais. Chamados de “golpistas” pelos petistas, em função do impeachment da presidente Dilma Rousseff, os peemedebistas receberam o aval do senador Romero Jucá (PMDB-RR), presidente nacional do PMDB, para que a executiva estadual tenha autonomia para definir em convenção o que avaliar ser melhor. Com isso, caso a tese da aliança com o PT tenha maioria, o partido se aliará aos petistas nas eleições de 2018, assim como fizeram em 2014. As convenções do PMDB estadual estão marcadas para acontece em junho do ano que vem.

Aliança é de interesse de peemedebistas que estão no Governo

11/11/2017 – 11:05

O posicionamento de Jucá foi em resposta a um documento assinado por alguns deputados estaduais e federais do PMDB de Minas que dizia que a sigla vem participando com destaque do Governo estadual, onde ocupa, inclusive, quadro secretarias de forte expressão. Os peemedebistas com cargos no Governo Pimentel têm interesse em manter seus postos de olho nas eleições do ano que vem. O presidente da executiva estadual, vice-governador Antônio Andrade, porém, está rompido com Pimentel e prega uma candidatura própria do PMDB em Minas. Nesta semana, Andrade também esteve em Brasília para falar com Jucá sobre o assunto. No encontro, Jucá teve posição diferente. Mostrou-se contrário a aliança e chegou a dizer que não “via lógica” no acordo com o PT.

Pimentel vai manter aliança com PMDB

09/11/2017 – : 17:30

Não adiantou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. De nada adiantará a recomendação contrária do presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR). Muito menos as críticas de diversas correntes do PT. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), vai manter a aliança com o PMDB na corrida pela reeleição ao Governo de Minas em 2018. Nesta sexta-feira, o petista recebe para um almoço uma comitiva formada por deputados estaduais e federais do PMDB para “oficializar” a manutenção da aliança. O ato tem apenas valor simbólico, já que a definição de alianças vai depender das convenções, tanto de PT quanto de PMDB, que só ocorrerão em 2018. Mas mostra que a reeleição do governador está condicionada ao apoio do PMDB e que o PMDB entrará para a disputa no ano que vem desfigurado.

Peemedebistas dizem que aliança é a mais “acertada”

09/11/2017 – : 17:30

Essa mesma comitiva de deputados estaduais e federais mineiros enviou carta ao senador Romero Jucá pedindo a garantia da coligação com o PT na eleição de 2018. Na carta, os peemedebistas pedem “que haja, da parte da executiva nacional manifestação expressa sobre a garantia de que o PMDB de Minas poderá fazer as coligações que julgar mais acertadas para o pleito de 2018″. O texto dia ainda que, “no momento, é a coligação que parece mais promissora”. Na carta, os deputados dizem que a aliança com os petistas em 2014 foi acertada, pois foi a que garantiu mais cadeiras ao PMDB, que hoje ocupa também quatro secretarias de Estado. O documento é assinado por cinco dos seis deputados da bancada federal e pela maior parte da executiva estadual do partido.

Kalil é plano ‘B’ de Pimentel para aliança

08/11/2017 – 18:48

O governador Fernando Pimentel (PT) trabalha abertamente para que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), esteja em seu palanque na corrida pela reeleição ao Governo de Minas. Kalil assegura a interlocutores que cumprirá seu mandato à frente da prefeitura da capital mineira. Diante da posição do prefeito, Pimentel tenta atraí-lo para o campo petista no caso de o PMDB decidir lançar candidatura própria e não renovar a aliança com o PT. Kalil chegou até a almoçar com o ex-presidente Lula, quando a caravana do petista passou pela capital mineira. Porém, nos bastidores, o prefeito de Belo Horizonte vem dizendo que aguarda a indicação do senador Antonio Anastasia (PSDB). Kalil quer estar do lado do senador tucano nas eleições de 2018.

Moeda de troca é apoio ao Governo em 2020

08/11/2017 – 18:48

Se hoje Kalil diz que não quer disputar o Governo para completar seu mandato à frente da Prefeitura de Belo Horizonte, nada o impedirá de disputar a principal cadeira do Palácio da Liberdade em 2022. E é exatamente essa a moeda de troca oferecida por Pimentel para assegurar o apoio do prefeito. Pimentel quer o apoio de Kalil em 2018 para apoiá-lo nas eleições de 2022. Consagrado nas urnas em 2015, quando disputou a Prefeitura de Belo Horizonte ¬_ contrariando a expectativa criada pelos grandes partidos ¬_, o ex-presidente do Atlético vem aparecendo bem nas pesquisas de opinião ao Governo de Minas. Na visão de alguns aliados, suas chances de eleição são grandes. Porém, como um “transferidor” de votos não teria a mesma força. Mesmo assim, seu apoio é visto como peça importante no processo.

Corrente do PT rechaça acordo de Lula e Pimentel com o PMDB

06/11/2017 – 17:35

A corrente petista Democracia Socialista (DS), formada por nomes como os dos ex-ministros Miguel Rossetto e Pepe Vargas, decidiu bater de frente com a intenção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, de aceitarem apoio do PMDB ou de partidos que apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2018. Tanto Lula quanto Pimentel classificam como fundamental a aliança com os peemedebistas nas eleições do ano que vem. Lula acredita que, caso seja eleito presidente, precisará do PMDB para ter uma base sólida no Congresso Nacional. Já Pimentel não vê outra saída para a sua reeleição sem a manutenção da aliança com os peemedebistas no Estado.

Lula recebeu peemedebistas em palanques de caravanas

06/11/2017 – 17:35

Por meio de nota, a Democracia Socialista diz que é “preciso reconstruir o PT com independência de classe, ao lado dos movimentos sindicais e populares, com programa e alianças de esquerda”. Ainda na nota, a corrente petista afirma que “petista não vota em golpista, não apoia governos golpistas e não participa de governos golpistas”, conclui o texto da DS, que integra a Mensagem ao Partido, segunda força interna do PT. Nas caravanas que fez pelo Nordeste e por Minas, Lula levou ao palanque nomes do PMDB como o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Em Minas, dividiu palanque com o presidente da Assembleia, o deputado peemedebista Adalclever Lopes, um dos principais fiadores do mandato de Fernando Pimentel. Além de Minas, o PT negocia alianças com o PMDB em pelo menos cinco estados para o próximo ano.

Kalil não disputará o Governo de Minas

04/11/2017 – 12:10

A cinco meses do fim do prazo para desincompatibilização para quem quer disputar as eleições, pelo menos dez prefeitos de capital são cotados para concorrer a governos estaduais, ao Senado e até à Presidência da República. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), está fora dessa lista. Ele vem dando sua “palavra” a aliados que cumprirá seu mandato à frente da prefeitura da capital mineira. A intenção de Kalil é se alinhar a um candidato apoiado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB). O prefeito de Belo Horizonte gostaria que o próprio Anastasia concorresse ao Governo. O senador tucano tem a bênção da cúpula do partido e agrada siglas aliadas, mas descarta trocar o certo pelo duvidoso. Com isso, Kalil já avisou aos interlocutores que vai aguardar a indicação de Anastasia para definir seu apoio a um nome que concorrerá ao Palácio da Liberdade.

Oposição busca nome para representar coalizão

04/11/2017 – 12:10

Sem um nome natural, o PSDB trabalha para reunir o maior número de partidos possível em torno de uma candidatura de consenso. Diante da liderança nas pesquisas do petista Fernando Pimentel, nos bastidores há uma articulação destinada a encontrar um nome de consenso capaz de unir o PSDB, DEM, PP, PPS, PSB, PR, PRB, PV e até o dividido PMDB. Em Minas, uma ala do PMDB defende a manutenção da aliança com o PT. Outra ala defende a ruptura da aliança e o lançamento de uma candidatura própria. Na visão de quem participa das articulações, esse candidato de coalizão terá a campanha facilitada em função da falta de recursos e, principalmente, pelos indicadores no Estado que apontam crise financeira e o desgaste do Governo junto à população.

A culpa toda foi de Dilma

03/11/2017 – 10:15

Para tentar voltar à Presidência da República e retomar a confiança do eleitorado petista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai responsabilizar a ex-presidente Dilma Rousseff pelo fracasso do PT no último Governo, que acabou resultando no impeachment. Lula já declarou publicamente que o eleitorado se sentiu “traído” quando Dilma promoveu o ajuste fiscal porque, nas eleições de 2014, tinha prometido manter as despesas. Agora, vai defender a tese de que a ex-presidente insistiu na reeleição, que era um direito legítimo, mas que não contava com o apoio do partido para tomar as decisões que tomou, principalmente no campo econômico. Ao responsabilizar apenas Dilma por todos os problemas do Governo do PT, Lula espera não só restabelecer a confiança do petista, mas também recuperar aquele eleitorado alinhado com as ideais de centro-esquerda e que acabou indo às ruas apoiar o impeachment e protestar contra a corrupção.

PT vai se aliar com “golpistas”

03/11/2017 – 10:15

A cúpula petista sabe que sem alianças não conseguirá levar Lula à Presidência. Por isso, o PT vai rever, para as eleições de 2018, a proibição de alianças com os partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff para recuperar parte do eleitorado perdido. O alvo é o eleitor de centro-esquerda, mas que não necessariamente seja do PT ou de partidos que historicamente caminham com Lula. A definição das alianças passará pela candidatura do Lula. Isso é que vai definir o arco de alianças do PT no Brasil inteiro, inclusive com o PMDB. Na visão da direção petista, o PMDB nunca foi um partido nacional, sempre foi uma federação de caciques nos estados. Então, o apoio à Lula dependerá do posicionamento do partido em cada Estado. O diretório do PT vai revisitar esse tema em função da complexidade momentânea da política brasileira. E esse reposicionamento permitirá aliança com partidos que apoiaram o “golpe”, não só o PMDB.

Depois de afundar PSDB, Aécio pode implodir PMDB

01/11/2017 – 12:12

Ao sustentar a permanência do PSDB na base do Governo do presidente Michel Temer (PMDB), o senador Aécio Neves praticamente tirou o partido da corrida presidencial em 2018. Hoje, em função de o mineiro defender a permanência da legenda nos quatro ministérios de Temer, o PSDB vive uma das maiores crises da sua história. O racha começou em maio, lodo depois de virem à tona os áudios gravados pelo empresário e delator Joesley Batista. O conteúdo das conversas resultou em acusações a Temer e ao senador Aécio. Agora, diante do desconforto causado e da falta de espaço na cúpula da legenda, Aécio estuda a hipótese de ir para o PMDB. O desembarque do tucano no PMDB mineiro pode ter um efeito devastador no partido, com a saída de vários deputados estaduais e federais.

Lula lidera DataPoder com 12 pontos à frente Bolsonaro

31/10/2017 – 15:30

Uma semana depois de o Ibope apresentar, sem alarde, cenário parecido para a corrida presidencial em 2018, o DataPoder divulga pesquisa estimulada que também coloca o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto, com 32%. Jair Bolsonaro (PSC) aparece em segundo, com 20%. Bem atrás, surgem o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com 7%, Marina Silva (Rede), com 6%, e Ciro Gomes (PDT), com 5%. A 12 meses das eleições, Lula e Bolsonaro se consolidaram em suas posições nos levantamentos feitos desde abril. O instituto de pesquisas vem testando nomes que parecem ser os mais certos na corrida presidencial. Possíveis candidaturas como a do prefeito de São Paulo, João Dória, e a do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, não vem sendo testadas.

Sem petista na disputa, votos nulos somam 40%

31/10/2017 – 15:30

O DataPoder também testou um cenário sem Lula. Nele, o líder nas pesquisas hoje é Bolsonaro. O ex-capitão do Exército e agora deputado federal pelo Rio de Janeiro (filiado ao pequeno PSC) marca 23% ou 24%, a depender do cenário em que seu nome é testado. Os principais adversários de Bolsonaro aparecem embolados em 2º lugar, todos empatados tecnicamente na margem de erro da pesquisa. Ciro com 14%, Alckmin com 10% e Marina Silva com 9%. Quando o nome de Lula não está entre os possíveis candidatos, de 37% a 40% dos entrevistados dizem que anularão o voto. Com Lula, o grupo de “não voto” varia entre 28% a 29%. O certo é que há entre os eleitores brasileiros muitos que escolheriam hoje votar em branco ou anular, que estão indecisos ou que optariam por não indicar ninguém listado na pesquisa.

Aécio quer PSDB mineiro colado em Temer

30/10/2017 – 14:50

O senador Aécio Neves (PSDB) está amarrado a uma rabiola cumprida e pesada representada pelo apoio tóxico que mantém ao presidente Michel Temer (PMDB). Não há político no país com o maior índice de rejeição do que Temer. Tanto que até partidos tradicionalmente aliados ao Planalto já estão em contagem regressiva para desembarcar do Governo. Mesmo assim, Aécio mantém inabalada sua defesa pela permanência do PSDB nas fileiras de Temer. E quer fazer o PSDB mineiro acreditar que o partido deve estar alinhado ao presidente nas eleições de 2018 mesmo com todas as evidências recomendando o contrário. Aécio pode ser tudo, menos bobo. Está na política desde os tempos em que era um auxiliar de luxo do avô, Tancredo Neves. Mas é difícil compreender essa sua fidelidade visceral ao moribundo presidente.

Senador articula retomada do partido

30/10/2017 – 14:50

Após vencer a batalha pela volta ao Senado, que o afastou de Minas Gerais, o tucano já começou o processo de reestruturação do PSDB no Estado. Ainda em Brasília, vem se reunindo constantemente com o senador Antonio Anastasia e com o deputado federal Marcus Pestana. Prepara os passos para retomar as rédeas da política regional, que andaram meio bambas nos últimos meses, para tentar garantir um mandato nas eleições do próximo ano. Nesse processo de reestruturação, vai vender a ideia, repetida demasiadamente em Brasília, que é importante o partido seguir ao lado de Temer. Quer que essa tese seja vitoriosa na convenção regional do PSDB que, em 11 de novembro, escolherá os presidentes estaduais do partido. Alvo de nove inquéritos e de uma denúncia, Aécio terá menos de duas semanas para convencer a Executiva mineira do PSDB daquilo que 97% da população brasileira rejeita: apoiar Temer.

Aécio, Dilma e até Pimentel não descartam Senado

30/10/2017 – 12:25

As cartas da política em Minas andam mais embaralhadas do que nunca. Por enquanto, há mais blefe do que jogo. E como no território do blefe o que vale é a imaginação, as maiores lideranças do Estado aproveitam para mexer com a cabeça do eleitor e testar possibilidades. O cenário coloca na disputa por duas vagas ao Senado o senador Aécio Neves (PSDB), a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e até o governador Fernando Pimentel, também do PT. Cada um deles tem motivos pessoais para tentar um lugar no Senado. Mas todos têm um propósito comum: assegurar a prerrogativa do foro privilegiado. Os três, que estão com problemas na Justiça, seja no âmbito da Lava Jato ou no da Acrônimo, enxergam no Senado a sobrevivência política.

Paim empurra Dilma para uma das duas de Minas

30/10/2017 – 12:25

Líder nas intenções de voto ao Senado em Minas, a presença de Dilma na caravana que o ex-presidente Lula faz pelo Estado é vista como uma pré-campanha. Para concorrer por Minas, Dilma precisa alterar seu domicílio eleitoral. Atualmente, a ex-presidente tem domicílio eleitoral no Rio Grande do Sul. Além da liderança nas recentes e incipientes pesquisas, Dilma tem a seu favor o fato de vencido Aécio no Estado na disputa presidencial de 2014. A volta de Dilma à política, representando Minas no Senado, mexe com a cabeça do petista. Porém, a interlocutores, a ex-presidente ainda não deixa tão claras assim as suas intenções, Mas ainda há uma certa resistência de Dilma em mudar o domicílio eleitoral. Mas como o senador Paulo Paim (PT) é titular de uma das vagas no Rio Grande do Sul, com grandes chances de reeleição, Dilma poderá ser obrigada a optar por Minas.

Aécio insiste na grande aposta

30/10/2017 – 12:25

Um dos tucanos mais afetados pela delação da Odebrecht no âmbito da Lava Jato, Aécio também não descarta a reeleição no Senado. Há conversas de que o tucano tentaria uma vaga na Câmara dos Deputados. Porém, Aécio diz aos interlocutores que está “confiante” na reeleição, que é candidato “natural” e “fortíssimo” ao Senado em 2018. No ninho tucano, seus correligionários veem com certa apreensão essa confiança do senador. Para muitos, ele deveria dar um passo atrás e rever a ideia de concorrer ao Senado. Porém, mesmo com as denúncias, com o afastamento do Senado e com o recolhimento noturno, o mineiro insiste no protagonismo. Tanto que Aécio descartou renunciar à presidência do PSDB. O argumento usado por ele seria de que uma renúncia definitiva significaria uma “confissão de culpa”. Além disso, é levado em conta o fato de que está prevista para 9 de dezembro a convenção nacional do partido, que elegerá nova presidência.

Pimentel vê saída com mudança de foro

30/10/2017 – 12:25

A grande surpresa na corrida pelo Senado ficaria por conta do governador Fernando Pimentel. Alvo de três denúncias com base na Operação Acrônimo, a mais recente sob suspeita de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, o governador teria interesse em ir para o Senado para mudar de foro. Hoje, Pimentel está nas mãos do ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Benjamin foi o relator do processo de cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e é considerado um ministro duro, que pode colocar fim na carreira política de Pimentel. Indo para o Senado, o governador mineiro tentaria a sorte no Supremo Tribunal Federal (STF), a partir da mudança de foro. Ele teria de contar com a sorte de pegar um relator mais “ameno”, escolhido por sorteio. E como a política anda mesmo uma loteria, resta saber quanto Pimentel está disposto a apostar nessa jogada. Certamente, jogaria tudo para salvar sua própria pele.

O grande Maia

26/10/2017 – 14:45

Encerrada a votação da segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), ainda no plenário, um dos deputados mais atuantes da tropa de choque do Planalto passou a tecer elogios ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Para um seleto grupo de colegas, dizia que Maia seria seu candidato à Presidência da República por se tratar de um jovem reformista e, principalmente, pelo fato de o PMDB não ter um nome capaz de assumir o posto nas eleições de 2018. Curiosamente, dias antes da votação, o mesmo parlamentar dizia para todo mundo ouvir que Maia vinha apresentando movimentos dúbios. Tais movimentos chegaram a ser classificados por Temer como “conspiradores”. Agora, com o desfecho positivo para o Governo, a postura dos aliados de Temer com relação a Maia mudou. Mas essa mudança de comportamento tem algumas explicações que vão além da forma de como o presidente da Câmara conduziu a denúncia.

25 pedidos de impeachment

26/10/2017 – 14:45

Evidentemente todos sabem que Maia ainda não possui musculatura política para disputar a Presidência. Ainda mais se não mostrar força para enfrentar o atual presidente. O próprio presidente da Câmara reconhece que para entrar em uma disputa por cargo majoritário precisa arregimentar muito mais apoio. Até para a disputa ao Governo do Rio de Janeiro seria um voo arriscado. Os elogios do deputado a Maia se devem ao fato de hoje a Câmara abrigar 25 pedidos de impeachment contra Temer, que podem ser colocados em votação a qualquer momento pelo presidente da Casa. Seja por vontade própria ou atendendo a exigência de partidos que começam a gravitar em todo da Presidência da Câmara. Além disso, vai passar pelas mãos de Maia qualquer esforço para se conseguir emplacar uma agenda de reformas consideradas necessárias na retomada do crescimento econômico. O que significa dizer que o poder de fogo de Maia e seu grupo é enorme.

Equívocos de Temer inflam Bolsonaro nas redes

26/10/2017 – 12:48

Relatório de uma das maiores empresas de tecnologia para inteligência e monitoramento de mídias sociais do país, com unidades em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, aponta que um dia depois de o plenário do Senado ter devolvido o mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG) as manifestações favoráveis ao deputado Jair Bolsonaro (PSC) nas redes sociais cresceram. A salvação de Aécio teve participação direta do presidente Michel Temer (PMDB). Além disso, o movimento a favor de Bolsonaro também cresce nas redes toda vez que o Governo adota agendas conflitantes com o desejo da população. O exemplo mais recente foi a portaria que altera as regras para a fiscalização do trabalho escravo. No último dia 16, a partir da alteração da definição de trabalho escravo, dos critérios de autuação e da forma de divulgação da chamada “lista suja”, o nome de Bolsonaro “bombou” nas redes.

Crescimento fora da bolha

26/10/2017 – 12:48

Os relatórios da empresa de monitoramento demonstram que Bolsonaro vem deixando de ser um candidato de nicho. Entre os evangélicos, segunda maior camada religiosa do país, o presidenciável avança com velocidade em uma faixa considerada, até então, zona de conforto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A indisposição dos evangélicos com Lula passou a crescer a tal ponto que boa parte dos monitorados chegam a declaram que nunca mais votarão no ex-presidente. Além dos evangélicos, o discurso de Bolsonaro também começa a atingir camadas significativas dos jovens desiludidos com o país e com a política. A análise mostra também, ao contrário de algumas expectativas, que a sua intenção de voto vem crescendo entre os eleitores insatisfeitos. A maior resistência de Bolsonaro é na faixa que compreende as camadas mais populares da população. Nesse terreno, Lula ainda continua soberano e mantém ainda grande confiança. .

Aécio é derrotado em cartada final de Temer

24/10/2017 – 16:25

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), prepara a substituição do ministro Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo). Vai atender aos deputados e caciques do PSDB paulista, que ameaçam desembarcar do Governo. A permanência de Imbassahy vinha sendo defendida pelo grupo ligado ao senador Aécio Neves. Com a derrocada de Aécio, os aliados de Geraldo Alckmin e João Doria Jr., virtuais presidenciáveis no ano que vem, venceram a disputa. A pressão da ala paulista se baseia no pragmatismo. Perceberam que não terão chance de se mostrar como o “novo” se ficarem ligados a Temer até o fim de seu mandato. Hoje, ninguém mais ousa apostar se o fim do mandato de Temer será agora, daqui a dois meses ou em outubro de 2018. Para 97% da população, índice repetido em todas as pesquisas, o presidente deveria jogar a toalha imediatamente.

Empecilho para o crescimento econômico

24/10/2017 – 16:25

Diante da impaciência do eleitor, Temer tenta desesperadamente conter o processo de sangria. Por isso, iniciará uma reorganização de espaços para abrigar os poucos aliados fiéis. O presidente está mais preocupado em se manter no cargo do que votar alguma mudança constitucional. Sabe que não terá muito tempo para distribuir cargos e liberar emendas aos deputados. O ano eleitoral impõe uma série de restrições legais e outras práticas. A principal delas é que o presidente não subirá em palanque de ninguém. E, se a economia continuar a andar de lado, passará, nos próximos meses, a ser visto como um empecilho para o crescimento e para a votação das reformas. E aí os planos dos “conspiradores”, como Temer chamou os deputados que querem a sua saída, e os procuradores ligados ao ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, sairão do papel.

Lula turbina Josué Alencar e amplia racha no PMDB

23/07/2017 – 12:00

A caravana do ex-presidente Lula em Minas começa, nesta segunda-feira, com ato político em Ipatinga em defesa da soberania nacional. A cidade tem tradição operária, é um dos berços do PT e é administrada pelo peemedebista Sebastião Quintão. No entanto, o ápice da viagem será em Montes Claros (Norte), na próxima sexta-feira, quando Lula comemora 72 anos. Na cidade do Norte de Minas, o petista irá à Coteminas, empresa da família de seu ex-vice José Alencar, onde se encontrará com Josué Alencar. A ida à Coteminas tem, como principal objetivo, evidenciar o herdeiro da Coteminas no cenário político e desestabilizar parte do PMDB mineiro. A legenda dá sustentação ao Governo Fernando Pimentel (PT), embora o presidente do partido no Estado, o vice-governador Antônio Andrade, defenda o fim da aliança. A inclusão de Josué Alencar na lista de possíveis candidatos ao Governo ampliará o racha entre o grupo do vice-governador de Minas e a ala ligada ao presidente da Assembleia, deputado estadual Adalclever Lopes (PMDB).

PT trabalha para manter aliança com o PMDB

23/07/2017 – 12:00

Em um segundo cenário, que também desagrada ao presidente do PMDB mineiro, é a estratégia do grupo aliado a Pimentel de atrair Josué Alencar para o lugar de vice numa provável chapa de reeleição do petista. Pimentel, que é candidato à reeleição e favorito nas pesquisas, estará com Lula no início e no fim do roteiro. A caravana termina no dia 30, em Belo Horizonte. O nome de Josué é visto como capaz de aglutinar os deputados estaduais do PMDB, sob o controle de Adalclever, e de manter a bizarra aliança entre PT e PMDB em Minas. Afinal, o orquestrador do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foi o atual presidente da República, Michel Temer, do PMDB. Em uma terceira hipótese, Josué Alencar ocuparia lugar de vice na chapa presidencial de Lula, como fez seu pai, facilitando a ponte com o empresariado, que, mais do que antes, vê Lula com desconfiança e dificulta a sua aproximação.

PMDB quer aliança com PSDB e DEM para 2018

20/10/2017 – 13:30

A ala do PMDB ligada ao presidente da República, Michel Temer, ampliou as conversas para costurar uma aliança nacional com o PSDB e o DEM. A configuração também é pretendida para as eleições aos governos estaduais, inclusive em Minas Gerais. As negociações terão mais fôlego após a votação da segunda denúncia contra o presidente e seus ministros no plenário da Câmara, marcada para a próxima quarta-feira. Passada a tempestade, Temer estuda fortalecer os partidos aliados ao Planalto com vistas às eleições do ano que vem. Ao trabalhar pelas alianças e dar mais espaço aos aliados, o peemedebista tenta estancar a sangria aberta com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e, por tabela, amenizar as reações raivosas contra o senador Aécio Neves do grupo que quer ver o tucano longe das decisões do partido.

Lula derrotou adversários em 2006

20/10/2017 – 13:30

Nacionalmente, quem ganha com essa estratégia é o grupo ligado ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A aliança coloca Alckmin como a principal opção para a chapa presidencial em 2018. Com isso, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), terá de buscar outra alternativa se quiser de lançar no pleito. Talvez, concorrer ao Governo de São Paulo, pleito também cobiçado pelo ex-ministro José Serra. Caso o plano de Temer dê certo, se repetirá o cenário eleitoral de 2006, que teve uma chapa presidencial PSDB/DEM, com Alckmin na cabeça. À época, o candidato do PT era Luís Inácio Lula da Silva. O petista, que pode voltar a se candidatar em 2018, saiu vencedor na disputa contra os tucanos.

Maia busca “algo mais” para derrubar Temer

19/10/2017 – 12:45

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), trabalha, nos bastidores, para reunir o maior número possível de aliados interessados no fim do Governo Michel Temer (PMDB). A tarefa vem sendo cumprida com sucesso. É grande a fila de deputados interessados na queda do presidente. Porém, apesar do conjunto probatório que arruinaria qualquer Governo, Maia não está convencido de que apenas os documentos e as gravações colhidas pela Procuradoria Geral da República (PGR) são suficientes para a deflagração de mais um processo de impeachment no país. Na sua visão, falta algo ainda mais impactante capaz de mexer com o mercado financeiro, mobilizar a sociedade e convencer a maioria do Congresso de que vale a pena se pagar o alto preço político de mais um processo de cassação de um presidente.

Avanços são desmanchados pela crise política

19/10/2017 – 12:45

Mais do que a sociedade e os próprios parlamentares, Maia busca o mesmo amparo usado por Temer e seus aliados à época do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O presidente da Câmara dos Deputados recorre ao “mercado financeiro” para mostrar que os parcos avanços econômicos que o Governo Temer conseguiu estão sendo desmanchados pela crise política que ele mesmo criou. Maia tenta mostrar ao mercado que o Governo está parado enquanto o presidente tenta se defender das denúncias que pesam sobre ele. Os resultados do mês de agosto mostram que o ímpeto do começo do Governo já encontra resistência. Houve queda dos índices de produção industrial, nas vendas de varejo, no setor de serviços. Oriundo do mercado financeiro, Maia vende a ideia de que pode assumir a tarefa de conduzir o país no ano eleitoral.

Arrogância marca retorno de Aécio ao Senado

18/10/2017 – 14:55

Um dia depois de o Senado ter derrubado as medidas cautelares impostas a Aécio Neves (PSDB) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador recebeu aliados na sua mansão, no Lago Sul, em Brasília. Ao contrário do que muitos imaginavam, a recepção foi marcada pela “arrogância” do tucano. Depois de a Primeira Turma do Supremo ter afastado o senador com base nas delações de Joesley Batista, da J&F – o tucano foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário e está sendo acusado dos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça -, os aliados esperavam de Aécio uma conversa mais amena. Porém, mesmo demonstrando abatimento, o discurso do senador manteve-se semelhante ao dos tempos em que ele ainda “reinava” em Minas Gerais.

Mineiro quer voltar à Presidência do PSDB

18/10/2017 – 14:55

A começar pela disputa pela presidência nacional do PSDB. O senador Tasso Jereissati (CE) defende a renúncia definitiva de Aécio à presidência do partido. Na visão de Tasso, diante dos escândalos, Aécio não tem mais condições de permanecer no posto e o partido precisaria tomar uma decisão definitiva. Apesar das críticas do presidente interino do PSDB e de estar afastado da presidência do partido desde maio, Aécio promete brigar para voltar ao comando da legenda. A decisão deve ficar para dezembro, quando está prevista a convenção nacional. Até lá, Aécio pretende reorganizar seus aliados no partido para fazer frente ao grupo de Tasso e aos chamados “cabeças pretas”, ala jovem tucana que defende uma renovação completa da legenda.

Candidato em Minas será “escolha pessoal”

18/10/2017 – 14:55

Outro assunto discutido no encontro foi a eleição ao Governo de Minas, em 2018. Os aliados de Aécio esperavam que, após todas as acusações, o senador “baixasse a bola” e deixasse a condução das articulações aos interlocutores. A expectativa, inclusive, era a de que Aécio desistisse de disputar o Senado e tentasse uma vaga na Câmara dos Deputados. Para a surpresa dos aliados, Aécio, além de não admitir a hipótese de voltar a ser deputado federal, disse que vai participar decisivamente da escolha do nome do PSDB para a disputa do Governo de Minas. A posição do senador desagradou aos aliados que saíram do encontro divididos. A avaliação é que o senador vai deixar o PSDB ainda mais rachado. A dúvida é se, pessoalmente combalido, terá condições de realmente conduzir o processo em Minas e de ser reeleito senador.

Presidência pode fazer Anastasia disputar eleição em 2018

17/10/2017 – 15:45

No próximo dia 30, o senador Antônio Anastasia participará, em Contagem, na Grande Belo Horizonte, de um encontro com prefeitos do PSDB. O evento estava marcado anteriormente, mas teve de ser adiado em função do senador Aécio Neves ter sido afastado do mandato e submetido a recolhimento noturno por decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. No evento, os prefeitos tucanos vão, mais uma vez, tentar convencer Anastasia para que ele concorra ao Palácio Tiradentes. O senador vem apresentando constantes negativas quando o assunto é a disputa ao Governo de Minas em 2018. Porém, aliados do ex-governador dizem que ele pode ceder em participar das eleições no ano que vem com uma condição: Se tiver espaço em uma chapa que disputará a Presidência da República. Fora isso, segundo os mesmos aliados, Anastasia seguirá como senador pelo tempo restante do mandato.

Deputados estaduais tucanos estão em campanha por Dinis Pinheiro

17/10/2017 – 15:45

Sem um nome para a disputa do Governo em Minas e destroçado em função da participação das suas lideranças na Lava Jato, o PSDB pressiona o senador Anastasia para que ele assuma a candidatura do partido em Minas. A legenda cobra dele uma posição até o fim do ano. Porém, o senador não dá sinais de que irá ceder às pressões. O PSDB está dividido em Minas Gerais. Uma ala menor, que tem parte dos deputados federais e o secretário-geral do PSDB, João Vítor Xavier, sonha com o lançamento do nome de Anastasia. A outra ala maior, da qual fazem parte a maioria dos deputados estaduais, defende a candidatura do ex-presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro (PP).

Em carta, Temer admite que há “conspiração” para derrubá-lo

16/10/2017 – 14:20

Em carta distribuída aos deputados, nesta segunda-feira, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), admite que há no Congresso uma “conspiração” para derrubá-lo. “A minha indignação é que me traz a você. Não posso silenciar. Não devo silenciar. Jamais poderia acreditar que houvesse uma conspiração para me derrubar da Presidência da República”, afirma o presidente na carta. Sem se referir ao presidente da Câmara, Rodrigo maia (DEM), que autorizou a divulgação dos áudios recuperados pela perícia da Polícia Federal que estavam em sigilo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), Temer diz que “os fatos incontestáveis” lhe convenceram disso. “Começo pelo áudio da conversa entre os dirigentes da JBS. Quem o ouviu verificou uma urdidura conspiratória dos que dele participavam demonstrando como se deu a participação do ex-procurador-geral da República, por meio de seu mais próximo colaborador, Dr. Marcello Miller”, acusou.

Presidente afirma que já vendeu “milhares” de livros de direito constitucional

16/10/2017 – 14:20

Segundo Temer, ainda por meio da carta, tudo “foi combinado” com o objetivo de “derrubar o presidente da República”. Temer também critica o doleiro Lúcio Funaro, chamado pelo presidente de “delinqüente” conhecido de várias delações premiadas não cumpridas. “Eu, que tenho milhares de livros vendidos de direito constitucional, com mais de 50 anos de serviços na universidade, na advocacia, na procuradoria e nas secretarias de Estado, na presidência da Câmara dos Deputados e agora na Presidência da República, sou vítima de uma campanha implacável com ataques torpes e mentirosos. Que visam a enlamear meu nome e prejudicar a República”, afirmou.

Maia dá início ao processo de derrubada de Temer

16/10/2017 – 12:55

Não é surpresa para ninguém o mal-estar entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e o presidente da República, Michel Temer (PMDB). Nos bastidores, há alguns dias, o assunto nos corredores do Congresso é que Temer não tem mais “serventia” e que se tornará um “estorvo” em 2018, ano eleitoral. Por isso, partidos considerados da base tramam uma debandada em massa para isolar Temer e comprometer a governabilidade. O ato mais claro desse movimento foi a divulgação, no site da Câmara, dos áudios recuperados pela perícia da Polícia Federal que estavam em sigilo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Temer, denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em decorrência da delação da JBS, esperava há quase quatro meses para ter acesso a essas gravações comprometedoras, com pedidos protocolados no Supremo.

Mudança clara de comportamento

16/10/2017 – 12:55

Se na primeira denúncia Maia era figura constante no Jaburu, agora, às vésperas da análise da segunda denúncia, o presidente da Câmara não para de apontar sua metralhadora contra o presidente. No ato mais agressivo, disponibilizou os vídeos da delação do operador financeiro Lúcio Funaro, que estavam sob sigilo no Supremo. Maia afirma que o STF não pediu sigilo sobre vídeos da delação de Funaro. O material enviado pelo Supremo à Câmara reunia arquivos encontrados em um dos gravadores do empresário e delator Joesley Batista, dono da JBS, que culminaram na suspensão temporária dos benefícios de dois executivos da empresa. O ministro Edson Fachin, relator do caso no STF, decretou sigilo, no fim de agosto, afirmando haver uma conversa com advogados, o que deveria ser protegido por lei.

Fachin não especificou segredo de Justiça

16/10/2017 – 12:55

A assessoria do gabinete de Edson Fachin reforçou que o ministro não retirou o sigilo da delação de Funaro e que, no entendimento do magistrado, os vídeos dos depoimentos do operador financeiro à PGR “não deveriam ter sido divulgados”. Porém, Maia justifica que o ministro Fachin não especificou quais documentos, que fazem parte do bojo da denúncia, estariam sob sigilo. E que o artigo 7° do Ato da Mesa Diretora da Câmara N° 33/2015 determina que, nessas circunstâncias, qualquer alteração no conteúdo divulgado seria considerada “ato ilegal”. A medida é apenas o primeiro ato da disputa que ganhará novos capítulos nas próximas semanas entre Temer Maia. O presidente da Câmara, inclusive, vai incentivar os deputados do “centro” a darem um “susto” em Temer na votação em Plenário da segunda denúncia. Vai ser um aviso do que virá pela frente.

Aliados de Pimentel tentam atrair Josué Alencar para vice

11/10/2017 – 17:50

O grupo aliado ao governador Fernando Pimentel (PT) tenta atrair o empresário mineiro Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, para o lugar de vice numa provável chapa de reeleição do petista. Josué, que adotou o sobrenome Alencar na eleição de 2014, quando concorreu ao Senado por Minas. Ele é filiado ao PMDB desde 2013. Presidente da Coteminas, o empresário seria um nome capaz de aglutinar os deputados estaduais do PMDB, sob o controle do presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, e forçar a ala ligada ao presidente estadual da legenda e vice-governador de Minas, Antônio Andrade, a traçar outra estratégia se quiser construir um projeto unificado para a disputa do Governo de Minas em 2018. A saída do partido, inclusive, não é uma hipótese descartada pelo grupo que não defende a manutenção da aliança com o governador Fernando Pimentel.

Filho de Zé Alencar tem convite do PR para se candidatar ao Governo

11/10/2017 – 17:50

Para viabilizar uma eventual candidatura a vice de Pimentel em 2018, Josué Alencar também não descarta deixar o PMDB e se filiar ao PR, antigo PL, sigla à qual seu pai foi filiado quando se candidatou a vice-presidente e na qual se manteve durante todo o governo do petista Luis Inácio Lula da Silva. O PR de Minas, inclusive, já convidou Josué para ingressar no partido. A ideia, no entanto, é que o empresário seja candidato a governador pela legenda e não de vice numa composição com Pimentel. Em 2014, Josué ficou em segundo lugar na disputa por uma vaga de senador de Minas, com 3,6 milhões de votos, perdendo para Antonio Anastasia (PSDB), que obteve 5,1 milhões de votos.

Kalil, que “não gostava” político, passa o chapéu em Brasília

10/10/2017 – 13:40

Emissários do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), percorreram os gabinetes dos deputados federais mineiros, em Brasília, nesta terça-feira, em busca de emendas, principalmente para a área de saúde da capital. Mas o portfólio também continha informações sobre projetos para áreas da educação e infraestrutura. Passados 12 meses das eleições e diante da complexidade dos graves problemas da capital mineira, a ficha de Kalil parece que caiu. Agora, o prefeito, que na campanha eleitoral pregou que não gostava de políticos, busca apoio e diálogo com a bancada federal para conseguir recursos e viabilizar sua gestão. E não importa a ideologia. A busca por apoio é apartidária. O problema é que o seu discurso antipolítico, que atingiu em cheio a população, também convenceu os deputados. Com isso, os emissários correm o risco de voltar para Belo Horizonte com as mãos vazias. Muitos deputados não engoliram, até hoje, os ataques e despautérios do então candidato que agora, na condição de prefeito e político, vê-se obrigado a correr atrás dos mesmos políticos para cumprir com compromissos na Prefeitura de Belo Horizonte.

Ajuda de “todos os partidos” agora é bem-vinda

10/10/2017 – 13:40

A ida dos emissários para Brasília é um segundo ato do prefeito. No início do mês, Kalil reuniu parte da bancada mineira, na Prefeitura de Belo Horizonte, para um café da manhã, ao lado do governador Fernando Pimentel (PT). No evento, apresentou uma cartela de opções com programas da prefeitura para os parlamentares destinarem emendas para a cidade no orçamento do governo federal. Com um discurso ameno e pacificador, o prefeito tentou abrir o diálogo que estava fechado desde as eleições. Para isso, chegou a dizer que vem construindo uma prefeitura “apartidária” e, entre os políticos, reconheceu a importância das emendas para ajudar na administração. E foi além. Disse que “todas as emendas seriam bem-vindas, de todos os partidos”. Esse discurso foi repetido pelos emissários aos deputados mineiros que não participaram do encontro na Prefeitura de Belo Horizonte.

Bonifácio convoca netos para auxiliá-lo no relatório

09/10/2017 – 16:05

Apesar da pressão do Governo e de parte da bancada do PSDB, o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) apresentará, nesta terça-feira, o parecer sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). Há pressão para que o relator adie a apresentação para que o Planalto tenha um pouco mais de tempo para reverter votos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Porém, Bonifácio de Andrada vai cumprir o calendário. Tanto que, além dos técnicos da comissão, o deputado recrutou os netos Antônio Carlos Suppes Doorgal de Andrada, Bonifácio José Suppes de Andrada e Martim Francisco Ribeiro de Andrada, todos advogados, para auxiliá-lo no trabalho de leitura da denúncia e das três defesas.

Relator recomendará continuidade ou a rejeição

09/10/2017 – 16:05

Cabe ao relator recomendar a continuidade ou a rejeição das acusações. Temer foi denunciado pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. Moreira Franco e Eliseu Padilha estão na mesma denúncia, acusados por organização criminosa. Eventual abertura de processo contra essas autoridades no Supremo Tribunal Federal (STF) depende de autorização da Câmara. Após a leitura do parecer, cada advogado de defesa poderá se manifestar na CCJ pelo mesmo tempo usado pelo relator. Em seguida, há a expectativa de que deputados façam um pedido de vista, ou seja, solicitem um prazo maior para analisar o texto. Dessa forma, a discussão e a votação do parecer só poderá ser retomada após duas sessões de plenário.

Temer distribui R$ 1 bilhão em emendas

06/10/2017 – 17:21

O presidente Michel Temer (PMDB) fechou o mês de setembro com a distribuição significativa de R$1 bilhão em emendas parlamentares. O montante só não é maior do que o distribuído em junho, quando saíram dos cofres públicos R$ 2 bilhões, e em julho, quando os deputados receberam R$ 2,2 bilhões. Curiosamente, em julho tramitou na Câmara dos Deputados a denúncia de corrupção contra Temer. Agora, diante das denúncias de organização criminosa e obstrução de Justiça, a expectativa é que a distribuição de emendas no mês de outubro seja ainda mais vultosa e supere os meses anteriores. Afinal, duas semanas atrás, o Governo liberou R$ 13 bilhões de recursos que estavam reservados para a meta fiscal, ganhando uma folga para aprovar emendas de deputados e, por consequência, assegurar votos suficientes para barrar a segunda denúncia.

Governo terá de pagar mais caro

06/10/2017 – 17:21

A estratégia será a mesma usada na tramitação da primeira denúncia. Farta distribuição de recursos, remanejamento em cargos de segundo e terceiro escalões e trocas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O problema é que nem todas as promessas feitas na ocasião da primeira denúncia foram cumpridas. Com isso, os partidos do chamado “centrão”, base do fisiologismo no Congresso, ameaçam uma rebelião, colocando em risco a estratégia do presidente. E para aplacar os rebeldes, o Governo terá de pagar mais caro. Além disso, os partidos têm reivindicado mais espaços na Esplanada dos Ministérios, como o controle do Ministério das Cidades e a Secretaria de Governo. Até o momento, contudo, o presidente tem resistido a cedê-los.

Pimentel vai ao TRE para evitar cassação

05/10/2017 – 14:45

A defesa do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), tem até hoje para apresentar ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) as alegações finais da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pelo PSDB, que recebeu parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) pela cassação do governador. A acusação é de extrapolação de gastos de campanha. A partir da apresentação das alegações finais, o processo estará pronto para ir a julgamento da Corte, ainda sem data marcada. Caso o julgamento seja procedente, a chapa Fernando Pimentel/Antonio Andrade será cassada. Como a decisão será colegiada, Pimentel se tornará inelegível. Já Andrade manterá seus direitos políticos, pois os atos imputados pela denúncia não implicam o vice.

Gasto de R$ 10,1 milhões a mais que o declarado

05/10/2017 – 14:45

Os atos referem-se às eleições de 2014, quando Pimentel derrotou o candidato tucano Pimenta da Veiga na disputa pelo Governo de Minas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, em fevereiro de 2016, a decisão da Justiça Eleitoral mineira que reprovou as contas de campanha do petista. Conforme o corpo técnico do TRE, a campanha de Pimentel gastou R$ 10,1 milhões a mais que o valor inicialmente declarado como teto pela campanha, de R$ 42 milhões. No parecer pela cassação, a Procuradoria Regional Eleitoral afirma que houve desequilíbrio entre os concorrentes. Já a defesa da campanha de Pimentel alega que não houve gastos além do valor previsto inicialmente, mas uma transferência no valor de R$ 10,1 milhões entre duas contas, uma com sobra de receita, outra com déficit.

Andrada dá um ‘nó’ no PSDB para relatar denúncia contra Temer

04/10/2017 – 19:47

O deputado federal Bonifácio de Andrada, no alto de seus 87 anos, vem agindo como uma verdadeira raposa da política. Para continuar à frente da relatoria das denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB) e contra os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), vem dando um baile na cúpula do seu partido, o PSDB, que quer vê-lo de fora da relatoria. Andrada tentou ser convencido de deixar a relatoria. Sofreu ameaças e até deu a impressão de que se licenciaria do partido. Ameaçado de ser destituído da CCJ pela Executiva nacional do PSDB, ele sinalizou que pediria licença do partido para não ter que sofrer interferências, telefonemas e mensagens de todos os tipos dos líderes tucanos que cobram a sua renúncia e ameaçam até expulsá-lo da legenda. Porém, voltou atrás e disse que não se licenciaria para a surpresa da cúpula tucana.

Andrada se afasta do PSDB para relatar denúncia contra Temer

04/10/2017 – 17:00

O deputado federal Bonifácio de Andrada vai se licenciar do PSDB para continuar à frente da relatoria da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ameaçado de ser destituído da CCJ pela Executiva nacional do PSDB, Andrada optou por licenciar-se do partido para não ter que sofrer interferências, telefonemas e mensagens de todos os tipos dos líderes tucanos que cobram a sua renúncia e ameaçam até expulsá-lo da legenda. A decisão será anunciada oficialmente no final da tarde desta quarta-feira. Com o licenciamento, o deputado continua nos quadros tucanos, pode se manter como relator e ainda deixa de sofrer as pressões internas do partido para poder se dedicar ao estudo do pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) contra Temer.

PT se une ao PMDB para manter Aécio de fora do Senado

03/10/2017 – 18:22

Depois de acertarem um pacto de não agressão entre seus parlamentares, PT e PMDB voltaram a se unir no Congresso. Mesmo com as feridas ainda não curadas pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os dois partidos deram as mãos para manter o senador afastado Aécio Neves (PSDB) de fora do Senado. Senadores das duas legendas trabalham para que a Casa aguarde a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma normatização mais precisa a respeito de quando um congressista deve ser afastado do mandato. Por sua vez, os tucanos querem que o destino do senador seja decido pelo Plenário do Senado ainda nesta terça-feira. Já o STF julga em 11 de outubro a ação sobre a punição a congressistas.

Congressistas recuam com medo de represálias

03/10/2017 – 18:22

Os ministros precisam decidir se ordens de prisão ou imposição de algumas medidas cautelares devem passar antes por autorização do Congresso (no prazo de 24h). Uma manifestação do STF neste sentido pode embasar derrubada do afastamento no Senado. Mas a questão vem causando constrangimento no Congresso e certo desconforto entre os ministros do Supremo. Tanto que, diante da repercussão negativa da opinião pública e da abertura da possível crise entre os poderes, os congressistas mostram que decidiram recuar e, agora, defendem que não haja enfrentamento com o STF. A Lava Jato está batendo à porta de muitos e um enfrentamento agora poderia causar irritação nos ministros e futuras represálias.

Fachin deve manter afastamento de Aécio

02/10/2017 – 20:40

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acaba de ser sorteado para analisar os mandados de segurança ajuizados pelo senador afastado Aécio Neves e o PSDB contra a decisão dos ministros da 1.ª Turma da Corte máxima que afastaram o senador de suas funções públicas e ainda determinaram seu recolhimento domiciliar noturno. Aécio pede que a decisão seja suspensa até o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5526, que discute a necessidade de submeter ao Congresso, em 24 horas, sanções como prisão preventiva e medidas cautelares, quando aplicadas contra parlamentares. Já o partido pede que seja garantido ao senador cumprir seu mandato eletivo. Porém, como vem mostrando nas suas decisões contra os envolvidos na Lava Jato, onde tem sido mais punitivo e menos garantidor dos direitos dos acusados, Fachin deve manter o afastamento do tucano e as restrições impostas a ele.

Prática de corrupção e obstrução de Justiça

02/10/2017 – 20:40Na última terça-feira, por maioria de votos, a 1.ª Turma determinou a suspensão das funções parlamentares de Aécio, denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pela suposta prática de corrupção passiva e obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa. Segundo a decisão, o senador também fica obrigado a cumprir recolhimento domiciliar noturno, além de estar proibido de contatar outros investigados, inclusive a própria irmã, Andreia, por qualquer meio e de se ausentar do país, com entrega de passaporte. No mandado de segurança 35230, a defesa do senador cita o ‘princípio da separação dos poderes’ para salientar que as garantias parlamentares funcionam exatamente como a base da liberdade do parlamento, ‘como forma de resguardar o livre funcionamento do Poder Legislativo da ingerência de outros Poderes e da própria democracia’.

“Não converso com Aécio”, diz relator da denúncia contra Temer 

29/09/2017 – 16h45 
 
Designado para ser o relator, na Câmara, da segunda denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB), o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) assegurou, ao Beltrano, de Brasília, que não tem qualquer relação com o senador afastado Aécio Neves, obrigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cumprir recolhimento domiciliar noturno. Embora tenha agradado parte da bancada tucana mineira, a escolha de Andrada para relatar denúncia contrariou Aécio. O senador tucano chegou a mandar “recados”, via interlocutores, dizendo não queria o deputado como relator. Apesar de ser aliado de Temer, Aécio repete o posicionamento de outros integrantes da cúpula do PSDB, como o líder tucano na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), que não queria ver um membro do partido relatando a denúncia. 
 
Andrada nega que faça parte da ala do senador  
 
29/09/2017 – 16h45  
 
Bonifácio de Andrada nega que faça parte da ala do PSDB ligada a Aécio e a outros correligionários como os ministros Antonio Imbassahy (Governo) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores). Apesar de negar que faça parte do grupo, Andrada defende a permanência do partido no governo Michel Temer. A ala favorável ao desembarque é liderada pelo grupo do governador Geraldo Alckmin e é composta por vários dos deputados chamados de “cabeças pretas”, como Daniel Coelho (PE) e o próprio líder tucano na Câmara, Ricardo Tripoli. “Não conversei com o Aécio, não converso e nem conversarei”, disse Bonifácio de Andrada, referindo-se à possibilidade de se encontrar com o senador para discutir a relatoria da denúncia contra Temer. 
 
CCJ suspende portaria que autoriza leilão de usinas da Cemig 
 
28/09/2017 – 16:45 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira, a suspensão de duas portarias do Executivo que delegaram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a realização de leilão de concessões de quatro usinas hidrelétricas operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) (PDC 727/17). A proposta, do deputado Patrus Ananias (PT), tenta sustar as duas portarias editadas pelo Ministério de Minas e Energia em abril e maio deste ano. De acordo com Patrus Ananias, o contrato prevê a renovação automática da concessão por mais 20 anos, desde que a empresa manifeste seu interesse ou que o poder competente (no caso, o governo federal) não se pronuncie a respeito. “Vamos esgotar todas as possibilidades legais e políticas para revertermos o processo”, disse.

Temer não consegue abreviar rito da denúncia

28/09/2017 – 12:15

Não adiantou a tentativa de o presidente Michel Temer (PMDB) de interferir na tramitação da segunda denúncia contra ele, agora por organização criminosa e obstrução de Justiça, que será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a partir da próxima semana. Em reunião, na manhã desta quinta-feira, os membros do colegiado compactuaram que o rito será o mesmo observado na ocasião da primeira denúncia, à época por corrupção. Temer, ao lado dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretário-Geral) e dos líderes André Moura (Congresso) e Aguinaldo Ribeiro (Câmara), empenharam-se, nos últimos dias, em Brasília, na tentativa de acelerar o rito na comissão e, por conseqüência, no Plenário da Câmara dos Deputados. Porém, após reunião consensual entre os líderes das bancadas, base e oposição reafirmaram a repetição do rito, sendo dez sessões para a defesa dos denunciados e outras cinco para a análise dos membros da comissão.

Novo obstáculo

28/09/2017 – 12:15

Diante do insucesso, o presidente, agora, considera a estratégia de antecipar a entrega de sua defesa à Câmara antes do dia 6 de outubro. O presidente tem prazo de dez sessões para entregar sua defesa a respeito da denúncia por organização criminosa e obstrução de Justiça. Mas a defesa do presidente não pretende usar todo o prazo, mesmo precisando de mais tempo para fazer o que aliados chamam de “ajustes” no Congresso. Ou seja, negociar com deputados do chamado “centrão” condições para que eles se mantenham favoráveis ao Governo. Além de não ter conseguido acelerar o rito, Temer poderá ainda enfrentar um novo obstáculo. A oposição quer que a autorização para processamento seja feita de forma individualizada. Alega que a manifestação dos deputados no colegiado deve ser individual, expressando a posição para cada denunciado e para cada denúncia. O regimento é omisso nesse ponto. O assunto será alvo de requerimento a ser votado no plenário da comissão.

Aécio articula encontro com prefeitos em Minas

26/09/2017 – 15:40

Ao mesmo tempo em que acompanha o recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pede a sua prisão preventiva ao Supremo Tribunal Federal (STF), no caso da suspeita de propina de R$ 2 milhões da J&F, o senador Aécio Neves (PSDB) articula um encontro estadual de prefeitos, vereadores e lideranças políticas, na próxima segunda-feira, em Contagem. Mesmo com o risco de ter o pedido de prisão confirmado, o tucano trabalha nos bastidores para tentar viabilizar a sua reeleição ao Senado e um nome aliado para a disputa do Governo de Minas. A primeira opção é o senador Antonio Anastasia (PSDB), que vem afirmando a interlocutores que não deseja concorrer.

Pedidos de prisão afastam aliados

26/09/2017 – 15:40

Apesar dos esforços do senador, que vem ligando pessoalmente aos prefeitos para que participem do encontro, Aécio vem recebendo mais “não” do que “sim”. Nos bastidores, os prefeitos duvidam da capacidade de Aécio de reunir uma aliança ampla das oposições ao Governo Fernando Pimentel (PT). O tucano, com três pedidos de prisão feitos pela PGR, na visão de alguns aliados, não teria mais condição de unir legendas como PP, DEM e o próprio PSDB em um projeto de mudança em Minas Gerais. A decisão do ex-governador Anastasia em não participar do pleito tem como um dos fundamentos essa perda de força do aliado. Além disso, Anastasia tem ainda quatro anos de mandato no Senado e, se eleito, teria que administrar um Estado endividado.

Deputado terá de recusar convite para relatar denúncia contra Temer

26/09/2017 – 11:50

Líderes de partidos da base aliada do Governo vêm dizendo, nos corredores da Câmara, que não gostariam de ver seus deputados relatando a nova denúncia contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB). Temem desgaste com a opinião pública e com o próprio Palácio do Planalto. Porém, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), afirma que o próprio deputado a ser convidado terá ou não de recusar o convite, independentemente da posição de seus partidos. Rodrigo Pacheco ressalta que a escolha não levará em conta questões partidárias e, sim, características como conhecimento jurídico, isenção e assiduidade na CCJ.

PSDB e DEM não querem relatar

26/09/2017 – 11:50

O próprio senador Aécio Neves (PSDB) já declarou, publicamente, que o partido não quer que um de seus deputados fique com a relatoria. Na primeira denúncia, o tucano Paulo Abi-Ackel foi o autor do segundo relatório acatado pelo Plenário. Para evitar o novo constrangimento, o PSDB recomenda que seus deputados recusem o convite. O partido uer evitar o desgaste eleitoral, já que vem ficando atrás nas pesquisas de intenção de voto para o próximo pleito em função da defesa do Governo Temer e do envolvimento de muitos de seus membros nas investigações da Lava Jato. Pelos mesmos motivos, o DEM também articula para não ver nenhum de seus membros na relatoria. Diante da posição dos partidos da base, o relator poderá sair de um partido da oposição ao Governo, como o PT e a Rede. Nomes como dos deputados Wadih Damous (PT-RJ) e Alessandro Molon (Rede-RJ) são bem vistos.

Segunda denúncia é terra fértil para barganha de toda natureza

22/09/2017 – 15:35

A maior preocupação da Imprensa, nesta sexta-feira, em Brasília, é com relação ao rito de tramitação na Câmara dos Deputados da segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), que envolve também o processamento dos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, ambos do PMDB. Todos querem saber se haverá algo novo, já que a nova denúncia envolve também dois ministros. Na primeira, a exclusividade foi de Temer. Formalmente, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB/MG), esclarece que o procedimento será o mesmo e que denúncia deverá ter um único relator sobre tudo. Porém, apesar do esforço do presidente da CCJ de conduzir os trabalhos com isenção, ele não terá como impedir a repetição do “ritual” que marcou a tramitação da primeira denúncia: o Planalto transformou a Câmara em terreno fértil para chantagens, lamentações, recados e barganhas de toda natureza.

Deputados querem irrigar suas bases

22/09/2017 – 15:35

A certeza de que esse cenário irá se repetir nos próximos dias foi o anúncio do Governo federal da liberação de R$ 12,8 bilhões do Orçamento de 2017. Foi um esforço para desbloquear investimentos e custeio de serviços sociais para que o Planalto ganhasse fôlego para repassar outro lote de milhões em emendas para os deputados. Afinal, diante da segunda denúncia contra o presidente, agora acompanhado de seus principais ministros, e do discurso da retomada do crescimento, os parlamentares querem que os recursos cheguem às bases. E se os recursos realmente chegarem, principalmente em véspera de ano eleitoral, Temer não terá dificuldades para conseguir que os deputados arquivem a acusação, mesmo com a gravidade do conjunto probatório. O desbloqueio foi possível, mesmo com uma redução de R$ 7,7 bilhões na receita em relação à última programação, pela revisão da meta fiscal para o ano, de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões.

Lacerda sonha com vaga em chapa para Presidência

20/07/2017 – 19:30

Lançado como pré-candidato ao Governo do Estado de Minas Gerais pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) sonha com voos mais altos. Sem conseguir fazer seu sucessor na prefeitura da capital mineira, Lacerda articula uma vaga em uma das chapas que disputará a Presidência da República em 2018. A movimentação já faz parte de algumas rodas de conversa de deputados federais mineiros em Brasília. A estratégia do ex-prefeito de Belo Horizonte é reunir o maior número de partidos em torno de seu nome e se cacifar para ser opção de “palanque” em Minas para uma chapa nacional, que deverá reunir um cabeça de chapa de São Paulo ou até mesmo do Nordeste.

Vice de paulista ou de Nordestino

20/07/2017 – 19:30

Lacerda já teve conversas com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e poderia até compor uma chapa presidencial com ele. O PSB tem uma boa relação com o tucano paulista. O vice-governador Marcio França é do PSB. Alckmin e França foram parceiros na disputa em várias cidades de São Paulo o que demonstra a proximidade política. Outra possibilidade é Lacerda ser vice em uma chapa encabeçada por Ciro Gomes, do PDT. O PSB é um dos partidos sondados pelo PDT para indicar um candidato a vice. O PDT aguarda apenas a definição da situação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas eleitorais. Caso Lula seja candidato, Ciro Gomes já declarou que estará fora da corrida presidencial.

Ministros do STF podem promover reforma política

18/09/2017 – 15:33

Na cerimônia de posse da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, nesta segunda-feira, em Brasília, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deram a entender que o colegiado irá agir se o Congresso não aprovar uma reforma política para as próximas eleições. Parte dos ministros do STF defende a proibição das coligações partidárias e uma nova discussão com relação ao financiamento de campanha. Esse grupo de ministros entende que a insuficiência de recursos levará ao aumento das irregularidades, abrindo espaço inclusive para a participação, por exemplo, de organizações do tráfico de drogas na política. Sem a participação do Congresso, o STF, em 2015, declarou inconstitucionais as normas que permitiam empresas doar para campanhas eleitorais.

Relatora vai recorrer aos ministros para aprovar fim das coligações

18/09/2017 – 15:33

Presente à cerimônia de posse, a deputada federal Shéridan (PSDB-RR), relatora do projeto de reforma política, também pretende recorrer ao STF caso às propostas de emendas à Constituição (PEC) que acaba com as coligações nas eleições para deputados e vereadores, e a que institui cláusula de desempenho para dificultar o acesso das legendas aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda de rádio e TV não sejam aprovadas. A deputada espera que os recentes casos de corrupção no financiamento de campanhas de partidos coligados, que estão sendo julgados STF, sirvam de exemplo para que os ministros impulsionem a proibição no Supremo, no caso de a matéria não ser apreciada no Congresso.

Imbassahy prepara mudança para o PMDB

15/09/2017 – 16:05

Desgastado no PSDB, em função da sua fidelidade quase canina ao presidente Michel Temer (PMDB) e pela criticada condução da articulação política no Planalto, o ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) articula sua saída do ninho tucano. Curiosamente, Imbassahy deve se abrigar no PMDB, justamente o partido que vem lhe conferindo os maiores ataques. Na última semana, por exemplo, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), chegou a chamar o ministro de “bosta” e “merda”, na cerimônia de assinatura da venda da folha de pagamento do Legislativo para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Prometeu, mas não cumpriu

15/09/2017 – 16:05

As críticas de Ramalho, que também faz parte da base aliada de Temer, aconteceram depois que alguns deputados do PMDB deixaram clara a intenção de não mais dialogar com o tucano. Os peemedebistas reclamam que os recursos destinados aos deputados, desde a votação da primeira denúncia contra o presidente, estão contingenciados. Em busca de apoio para barrar a primeira denúncia contra Temer, Imbassahy encabeçou uma ofensiva dentro do plenário da Câmara para tentar reverter os votos de última hora. Para isso, negociou a liberação de uma série de emendas com os deputados.

Maia vai acelerar denúncia contra Temer na Câmara

14/09/2017 – 16:02

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), dará seguimento à tramitação da nova denúncia contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), assim que ela chegar ao Legislativo. A defesa de Temer sustenta que é necessário suspender a tramitação da acusação porque há o risco de que tenha havido a produção irregular de provas contra o presidente, o que não poderia ser incluído, dizem, em uma nova denúncia. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar o pedido da defesa na próxima quarta-feira, mas Maia assegura que se a denúncia chegar à Câmara antes da análise do STF sobre o pedido da defesa de Temer dará seguimento normal ao processo.

Defesa quer que assunto seja analisado pelo STF

14/09/2017 – 16:02

O julgamento sobre o pedido feito pela defesa de Temer foi suspenso e será retomado na próxima quarta-feira. Mas a expectativa é a de que a denúncia chegue à Câmara na segunda-feira. Com isso, será aberto o prazo de dez sessões para que a defesa do presidente apresente sua tese na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara sobre a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os advogados do presidente pedem que a denúncia, caso seja oferecida por Janot, não seja encaminhada para a Câmara até que seja concluído o processo de análise da revisão da delação dos executivos da J&F. Um dos pontos críticos para os defensores é que o advogado Marcello Miller, quando ainda era procurador da República, teria atuado para omitir informações e defender interesses da J&F na delação.

Anastasia com as malas prontas para o DEM

13/09/2017 – 10:10

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), trabalha para turbinar seu partido, que esteve em vias de extinção na era petista. Ele negocia a filiação de dissidentes do PSDB, PSB e PMDB. Na mira, estão senadores e deputados. A meta é chegar a 50 deputados na Câmara e tomar o lugar do PSDB como a terceira maior bancada. Porém, a estrela da companhia será o senador Antônio Anastasia (PSDB), um dos principais aliados do senador Aécio Neves (PSDB). Anastasia recebeu convite formal do DEM para migrar para a legenda. No DEM, ele seria o candidato da legenda à Presidência da República ou ocuparia o lugar de vice numa composição, a depender do andar da carruagem. Interlocutores do senador dão como certa a transferência, já que Anastasia deseja “mudar de ares” depois da série de escândalos envolvendo o tucanato nos últimos meses.

Legenda esteve próxima de desaparecer

13/09/2017 – 10:10

Sem fazer alarde, até para não melindrar a sua relação com o presidente Michel Temer (PMDB), Rodrigo Maia vem se reunindo com deputados e senadores em sua residência oficial. Ele espera atrair nomes interessados em seguir um novo caminho político. O próprio Maia reconhece que o DEM esteve próximo de desaparecer, mas diz que o partido está sendo recompensado, agora, pelos 13 anos de oposição ao PT. O DEM entrou em queda livre na era petista. Depois de eleger 105 deputados em 1998, a sigla passou a encolher a cada quatro anos. Chegou ao fundo do poço em 2014, quando conquistou apenas 21 cadeiras na Câmara. Hoje tem 29, graças a mudanças negociadas na última “janela da infidelidade”.

Prefeitos se levantam contra privatização de Furnas

12/09/2017 – 16:05

Prefeitos e vereadores de municípios que dependem da represa de Furnas estiveram em Brasília para pressionar os deputados mineiros a votarem contra o pacote de privatizações do sistema Eletrobrás, Infraero e Casa da Moeda anunciado pelo governo Michel Temer (PMDB). Prefeitos e vereadores do PMDB, q/e integram as 52 cidades que estão na área de influência de Furnas, também estiveram na comitiva. A praticamente um ano das eleições de outubro de 2018, os representantes dos municípios querem usar a força dos votos dos eleitores desses municípios para barrar o processo de privatização. No próximo dia 25, o município de São José da Barra será palco de um protesto, informalmente batizado de “frente de defesa” de Furnas e que reunirá lideranças políticas e representantes da sociedade civil de várias cidades.

Insatisfação é multipartidária

12/09/2017 – 16:05

Para se ter uma ideia do tamanho da mobilização, Furnas tem no seu entorno 52 municípios. Os gabinetes dos deputados mineiros receberem representantes de Córrego Fundo, Piumhi, São Roque de Minas, Ilicínea, Alpinópolis, Monte Santo de Minas, Capetinga, Claraval, São José da Barra, Delfinopolis, Araporã e São João Batista do Glória. São, na sua maioria, municípios pequenos que se beneficiam com os recursos da compensação financeira por causa das áreas alagadas pela represa. A compensação financeira é um tipo de indenização paga desde 1988 aos municípios que tiveram terra inundadas por Furnas. Mas a insatisfação é multipartidária, vai do PT ao PMDB, passando por PSDB, DEM e PSB. Os mais comedidos acham que é melhor esperar e agir nos bastidores, pois o tempo estaria a favor de quem se opõe à privatização.

Previdência tem versões contrárias no Congresso

11/09/2017 – 17:05

Duas ou três conversas com líderes dos partidos da base do presidente Michel Temer (PMDB) são suficientes para mostrar que a reforma da Previdência não será aprovada por este Governo. Milagres acontecem, é verdade. Mas nos corredores do Congresso, o discurso dos líderes governistas se revela muito cauteloso em relação à aprovação do projeto. Curiosamente, pela imprensa, o Planalto tenta fazer valer a versão de que o texto tem condição de ir ao Plenário ainda este ano. O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), cuja principal função é contar os votos favoráveis ao Governo, anda dizendo que a reforma tem que ser votada em 2017. Espalha ainda que o Governo retomará nesta semana conversas para mapear os votos a favor da proposta.

Blitz sobre os aliados

11/09/2017 – 17:05

Para ajudar no trabalho de contagem dos votos, o Planalto recolocará o time em campo. Fará uma blitz sobre os aliados. O líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), defende que a matéria precisa ser apreciada ainda em 2017 porque a reforma da Previdência não se faz em ano de eleição. O senador afirma que o Governo mudará o discurso para convencer a opinião pública. Atacará o “fim dos privilégios”. “O que houve no debate anterior, na sua visão, foi muita manipulação e equívocos de divulgação do próprio Governo.

Temer não sai do lugar

08/09/2017 – 10:20

“Política é momento”. Esse é um dos chavões mais repetidos. Outro: “Não há verdade na política que dure mais de 24 horas”. E ainda esse: “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. Esse último atribuído ao ex-governador mineiro Magalhães Pinto. Todos eles são usados por oposição e base governista a partir do interesse próprio. Hoje, por exemplo, integrantes da base do presidente Michel Temer (PMDB) andam espalhando pelos corredores do Congresso que uma segunda denúncia a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá chegar à Câmara dos Deputados sem força para provocar qualquer efeito prático. Na verdade, a situação de Temer não saiu do lugar. Bom para ele, talvez, pior para o país, certamente.

Denúncia madura

08/09/2017 – 10:20

A segunda denúncia estaria comprometida em função dos acontecimentos envolvendo o processo de delação da JBS. Os parlamentares aliados preparam nos bastidores uma ofensiva contra a JBS. Até uma Comissão Parlamentar de Inquérito Mista da JBS foi instalada. A segunda denúncia criminal contra Temer deve ser oferecida pela Procuradoria-Geral da República na semana que vem, a última de Janot à frente do Ministério Público Federal. O procurador disse aos seus interlocutores que a acusação, que desta vez terá como base pelo menos sete delações premiadas, só sairá de seu gabinete quando e se estiver madura. Ou seja, sem saber de seu teor, a base vende a tese de que a denúncia é fraca. Mas essa avaliação só poderá ser feita a partir do conhecimento de seu conteúdo. Aí, sim, o retrato da situação do presidente poderá ser melhor avaliado.

PMDB cobra ‘dízimo’ de deputados inadimplentes

06/09/2017 – 17:55

A Executiva estadual do PMDB agendou, para a próxima segunda-feira, reunião que tem por objetivo a cobrança de uma espécie de “dízimo” dos ocupantes de cargos eletivos. De forma sutil em seu estatuto, no artigo 100, o PMDB prevê a cobrança de 5% do salário de todos os deputados estaduais e o pagamento da contribuição deve ser feito por “débito em conta-corrente”. Na mira da Executiva do PMDB mineiro estão nomes como o do pastor Vanderlei Miranda, Cabo Júlio, Tony Carlos, Isauro Caldas, Thiago Cotta e Douglas Melo. Todos inadimplentes há meses com o partido. A não contribuição pode implicar em sanções.

Penalidades previstas

06/09/2017 – 17:55

O inadimplente pode ficar impedido, por exemplo, de ser candidato a algum cargo eletivo. Ele pode também não ter a legenda para disputar uma eleição. O “dízimo” é uma forma de as legendas arrecadarem mais recursos públicos, ainda que indiretamente e em volume bem menor. Hoje, o maior volume arrecadado vem do Fundo Partidário. O Fundo Partidário corresponde a 98% da arrecadação do partido. Ou seja, o “dízimo” representa muito pouco, mesmo assim parte dos parlamentares não está cumprindo com a obrigação estatutária. Com dinheiro fácil vindo dos cofres públicos, via Fundo Partidário, o partido também não conta com doações dos próprios filiados.

Pimentel mobiliza estrutura de Brasília para “salvar” Cemig

05/09/2017

O governador Fernando Pimentel (PT) aterrissou, hoje, em Brasília, e mobilizou toda a estrutura do escritório de representação do Governo de Minas. Cerca de 25 pessoas estão lotadas, no nono andar do edifício, instalado no setor comercial sul, da capital federal. Quer assegurar com o Governo Federal acordo para que a Cemig mantenha a concessão de suas usinas. O presidente Michel Temer (PMDB), porém, conta com a receita do leilão para cumprir a meta de deficit deste ano de R$ 159 bilhões. E não vê viabilidade para que a Cemig levante o valor estipulado para pagar as usinas.

Deputados preparam desembarque

05/09/2017

Na base de apoio do governador Fernando Pimentel (PT), deputados estaduais de vários partidos contam as horas para romper com o petista. O movimento de saída ainda não ocorreu em função de algumas benesses como cargos e recursos assegurados pelo governador a esses deputados. Porém, com a aproximação do calendário eleitoral, a tendência é a de que as baixas passem a acontecer de forma aguda, reorganizando as forças partidárias no Estado e sinalizando as novas alianças que se formarão para as eleições de 2018. O próprio governador reconhece que o movimento é inevitável e já faz refaz as contas da sua base na Assembleia.

Temer dá adeus à Previdência

04/09/2017 – 16:20

Enquanto tenta vender aos chineses o Brasil “como o melhor país do mundo” para os investidores, o presidente Michel Temer (PMDB) acompanha, de longe, os votos favoráveis à reforma da Previdência irem para o ralo. Nos corredores do Congresso, a própria base aliada do Governo admite que o presidente não tem mais força para aprovar a reforma. E esse movimento de enfraquecimento deve ficar ainda mais agudo quando a Procuradoria Geral da República apresentar nova denúncia contra Temer, deste vez, por formação de quadrilha e obstrução da Justiça. A expectativa é de que a denúncia chegue à Câmara dos Deputados na próxima segunda-feira.

Vai custar caro

04/09/2017 – 16:20

Mais uma vez, Temer tentará fazer com que seus ministros cobrem dos deputados e senadores aliados fidelidade ao Governo. Porém, a tarefa não será fácil, pois a dívida do presidente com os deputados não foi quitada, já que as emendas repassadas em troca dos votos não foram depositadas. Com isso, os ministros terão dificuldades para curar as feridas da base de sustentação. Com a nova denúncia, haverá forte reação política da base e a cobrança sobre o presidente será ainda maior. Os aliados vão exigir compensações ainda maiores como cargos em ministérios e secretarias para renovar o apoio a Temer.

Vice ataca governo de Pimentel

01/09/2017 – 16:00
Diante de representantes de 84 municípios, no Encontro Regional de Prefeituras, organizado pela Prefeitura de Juiz de Fora, o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB), atacou a gestão do governador Fernando Pimentel (PT). Rompido com o petista desde o início do mandato, Antônio Andrade criticou o fato de alguns secretários de Governo recebem salários de “até R$ 50 mil”, pagos rigorosamente em dia, enquanto o Governo atrasa o pagamento de professores, médicos e demais servidores. O vice-governador se referiu, sem citar nomes, aos rendimentos do secretário de Estado de Planejamento, Helvécio Magalhães, que recebe seis remunerações diferentes do serviço público. Entre elas, estão R$ 20.926 pagos pela Prefeitura de Belo Horizonte (ele é cedido pelo município ao Estado), mais R$ 10.502 do Governo, referentes à soma de ganhos como médico da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (R$ 5.502) com 50% da remuneração de secretário de Estado (R$ 5.000).

Falta de repasse para os municípios

01/09/2017 – 16:00
Antônio Andrade ressaltou que, em um momento de grave crise econômica, o Governo Pimentel deveria aumentar as receitas e diminuir despesas. Porém, segundo ele, o governador aumentou o número de secretarias e cortou pastas que ajudariam os municípios nesse momento de crise. Ele citou o exemplo da extinta Secretaria de Desenvolvimento Econômico que passou a integrar a Secretaria de Ciência e de Tecnologia. Na visão dele, a secretaria era uma grande indutora de desenvolvimento dos municípios. Além disso, ele lembrou que o Governo vem pagando apenas 60% da cota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido aos municípios e deixando outros 40% para trás. O descumprimento da lei, segundo o vice-governador, vem causando sérios prejuízos para as cidades como atraso nos salários e até falta de verba para programas de saúde e quitação de contas.

Disputa antecipada

01/09/2017 – 16:00
As críticas fazem parte da disputa entre a parte do PMDB, que defende a candidatura própria, e ala “petista” do partido que quer se manter aliada ao governador em 2018. Antônio Andrade quer lançar candidatura própria. O presidente da Assembleia, Adalclever Lopes (PMDB), por sua vez, defende publicamente a reeleição do petista, caso ele seja inocentado pela Justiça e tenha condições de concorrer em 2018. Na reunião da Executiva, realizada na última segunda-feira, a ala de Andrade saiu fortalecida com a manutenção dos chamados “conselhos regionais” indicados pelo presidente estadual do PMDB.

Wellington Magalhães também procura novo partido

31/08/2017 – 11:45
Não é só o senador Zezé Perrella que anda procurando um novo partido para disputar as eleições de 2018. O vereador Wellington Magalhães (PTN) também articula por Brasília novos caminhos para as próximas eleições. Ex-presidente do PTN em Minas, Magalhães foi destituído da presidência do partido depois de se ver envolvido em escândalos de corrupção. No ano passado, foi alvo da operação Santo de Casa, que apura fraudes em processos licitatórios da Câmara Municipal de Belo Horizonte quando ele ainda era presidente do Legislativo da capital. O vereador é suspeito de envolvimento em crimes de corrupção, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro.

Compromisso com a ética

31/08/2017 – 11:45

Para melhorar a imagem nas eleições do ano que vem, os partidos estão sendo rebatizados. Em tempos de Lava Jato, algumas legendas mudaram de nome. O próprio PTN passou a se chamar Podemos. Com a mudança de nome, o partido começou a divulgar que tem ido na “contramão dos partidos tradicionais e defendido a expulsão de membros envolvidos em corrupção”. Por conta disso, a sigla pediu a expulsão de Magalhães e agora busca a filiação de pessoas com ficha-limpa. Magalhães, por sua vez, defende que não tem condenação e, por isso, tem condições de se manter no Podemos. Mas, por via das dúvidas, trabalha por outra alternativa.

Perrella busca partido para voltar ao Senado

30/08/2017 – 13:05
Acusado de ter recebido dinheiro de propina do grupo JBS, o senador Zezé Perrella, hoje no PMDB, procura um novo partido para se manter na política. Depois de ter desistido de disputar a presidência do Cruzeiro, Perrella acredita que tem condições de se reeleger ao Senado. Habituado aos escândalos de corrupção, Perrella também foi personagem da Lava Jato no esquema que beneficiou o senador Aécio Neves (PSDB). Os dois são amigos íntimos. Ao rastrear o caminho dos recursos que favoreceram Aécio Neves, a Polícia Federal descobriu que o montante foi depositado em uma empresa do filho de Perrella, o secretário nacional de futebol e defesa dos direitos do torcedor, Gustavo Perrella.

Nunca pisou no PMDB

30/08/2017 – 13:05
Após deixar o PSDB, Perrella filiou-se ao PMDB em janeiro deste ano. Mas desde a sua filiação, o senador nunca pisou no PMDB mineiro nem participou de reuniões da legenda. Parte da executiva do PMDB demonstra insatisfação com a presença do senador na legenda. A ida de Perrella para o PMDB passou pela articulação dos senadores Romero Jucá e Renan Calheiros. Com Perrella, na visão dos senadores, o partido teria mais espaço na mesa diretora e em comissões na Casa.

 

Reforma política pronta para ser engavetada

30/08/2017 – 12:25
Em conversa com a coluna, um deputado experiente, de família de políticos tradicionais, disse que sempre ouviu falar em mudança de sistema político no país, mas que isso nunca aconteceu. E se depender dos corredores do Congresso, não vai ser no governo Michel Temer (PMDB) que uma reforma política será aprovada. Os próprios líderes dos principais partidos não veem “clima” para qualquer mudança no sistema eleitoral. Não há acordo ou consenso em torno dos principais pontos e a matéria poderá ser engavetada definitivamente. Com isso, as eleições de 2018 serão regidas pela mesma lei das últimas eleições, exatamente como alguns políticos queriam e preconizavam.

Grandes vão impor fim das coligações

30/08/2017 – 12:25
Os pontos controversos se sustentam no novo modelo de financiamento das campanhas, no formato de eleição para o Legislativo, no fim das coligações entre partidos e regras para tentar barrar a proliferação das legendas. São regras que mexem, de forma diferente, com cada um dos partidos registrados no país. Por isso, apesar de discutida há meses, há mais divergências do que consensos. Os partidos nanicos, por exemplo, são contra o fim das coligações
E as cláusulas de barreira. Os grandes só pensam na forma financiar suas campanhas, já que possuem mais candidatos e maior tempo de TV e rádio. E, por serem grandes e terem maior representação, devem forçar a aprovação do fim das coligações e a criação da cláusula de desempenho que compromete a sobrevivência dos pequenos.

Um presidente no limite
28/08/2017 – 9:55

Nos corredores de Brasília, não só entre os parlamentares, mas também na cúpula do Governo, é consenso que o presidente Michel Temer (PMDB) terá muitas dificuldades para enfrentar uma segunda denúncia do procurador geral da República, Rodrigo Janot, desta vez por obstrução da Justiça. Na primeira, por corrupção, Temer teve de mudar 26 membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e distribuir milhões em emendas para se segurar no cargo e evitar que o processo chegasse ao Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, como grande parte das faturas prometidas para se livrar da primeira denúncia não foi paga, até parlamentares da base “sólida” do presidente ameaçam um movimento de debandada. Janot finaliza a denúncia e deve apresentá-la nos próximos dias, antes de deixar o comando geral da PGR.

Um país no limite
28/08/2017 – 9:55

Diante de mais uma denúncia contra o presidente, o Brasileiro ainda é obrigado a conviver com a notícia de que Temer patrocinou uma manobra que poderia adiar as eleições diretas para 2018. É que ao decidir criar uma comissão especial para dar um parecer à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77-A, de 2003, a Câmara dos Deputados estaria abrindo caminho para a suspensão das próximas eleições. Isso porque a proposta “põe fim à reeleição majoritária, determina a simultaneidade das eleições e a duração de cinco anos dos mandatos para os cargos eletivos, nos níveis federal, estadual e municipal, nos Poderes Executivo e Legislativo. Além disso, aumenta para dez anos o tempo do mandato de senadores, para garantir a coincidência das eleições. A matéria “correlata”, porém, não teria influência nas eleições de 2018, segundo a presidência da Câmara.

Newton Cardoso desafia Michel Temer

24/08/2017 – 11:00

Após o presidente Michel Temer (PMDB) ter referendado a permanência do vice-governador de Minas, Antônio Andrade, à frente da presidência do PMDB estadual por mais um ano, a direção executiva do partido se reúne amanhã para tratar da participação do partido nas eleições de 2018. Porém, o ex-governador Newton Cardoso prepara uma surpresa para o atual presidente da legenda. Cardoso passa pelos corredores de Brasília uma lista pedindo assinaturas a favor de eleições para a presidência da legenda. A ação de Newton Cardoso desafia o comando de Temer, que renovou o mandato de todos os presidentes estaduais do PMDB automaticamente, sem a necessidade de eleições.

Lista tem baixa adesão

24/08/2017 – 11:00

A lista preparada por Newton Cardoso tem pouca adesão da bancada do PMDB na Câmara dos Deputados. Porém, coloca mais lenha na fogueira na relação entre a ala ligada a Antônio Andrade e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Adalclever Lopes, que vem garantindo a governabilidade de Fernando Pimentel (PT). O grupo de Antônio Andrade defende o lançamento de candidatura própria nas eleições de 2018. Já a ala ligada a Adalclever quer a manutenção da aliança com Pimentel. Como pano de fundo no imbróglio, Newton Cardoso força a indicação de seu filho, o deputado federal Newton Cardoso Júnior, para um ministério. Como não foi atendido por Temer, Newton Cardoso passou a criar dificuldades em Minas para o presidente. Newtão, como é chamado, chegou a dizer que se Temer fosse a Minas, “seria recebido a pontapés”.

Governo instala pânico a favor do ‘distritão’

23/08/2017 – 17:12

Tradicionais aliados do presidente Michel Temer (PMDB) criaram um clima de pânico nas legendas “nanicas” para forçar a aprovação do “distritão”. Havia um acordo entre PMDB, PP, DEM, PSD e PR com os líderes das legendas menores para que não fosse aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/2016 que prevê o fim das coligações em eleições proporcionais ainda em 2018 como é de interesse dos “nanicos”. Porém, como as legendas menores tinham a intenção de não aprovar o “distritão”, os aliados de Temer passaram a ameaçar levar para o Plenário o fim das coligações. O primeiro passo foi a aprovação, nesta quarta-feira, na comissão especial da reforma política, da matéria que trata sobre o fim das coligações.

Estratégia no Plenário

23/08/2017 – 17:12

A estratégia, agora, no Plenário é fazer a votação do “distritão” antes da matéria que trata das coligações. No caso de risco de o “distritão” não ser aprovado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), vai colocar em votação o fim das coligações e as cláusulas de barreira. A PEC 282/2016 é relatada pela deputada Shéridan (PSDB-RR). Em seu texto, a relatora estabeleceu a questão das cláusulas. Já nas próximas eleições para deputados federais, em 2018, os partidos precisarão ter 1,5% dos votos válidos em pelo menos um terço das unidades da Federação (em nove dos 27 estados, contando o Distrito Federal), com mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas ou eleger pelo menos nove deputados em pelo menos um terço dos entes federados.

Deputados gravam colegas

22/08/2017 – 19:22

Há um forte rumor na Câmara dos Deputados que alguns parlamentares, envolvidos no escândalo da Lava-Jato, andam pelos corredores do Congresso com aparelhos ocultos para gravar os próprios colegas. Há relatos de que deputados estão sendo gravados também em reuniões fechadas e jantares nas casas dos parlamentares delatados. Um deputado chega a dizer que deixou o jantar na casa de outro parlamentar ao sentir que o colega “forçou” uma conversa pouco republicana. E as gravações não são frutos das chamadas ações controladas negociadas com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MP). As gravações são de iniciativas dos próprios parlamentares que, assim como o empresário Josley Batista, dono da JBS, querem ter nas mãos provas para incriminar outros deputados que, apesar de fazerem parte do esquema, passaram ilesos das operações da polícia.

Medo pelos corredores

22/08/2017- 19:22

O assunto é tratado com extrema restrição pelos deputados. Quase ninguém fala sobre o assunto. E os que falam, o fazem de maneira privada, exigindo a ocultação de nomes e circunstâncias. Mas todos concordam que o temor é grande e o clima de desconfiança é generalizado. Muitos temem ser pegos de surpresa pelos próprios colegas. E têm razão em temer. A prisão de Aldemir Bendine, por cobrança de propina quando esteve à frente do Banco do Brasil e da Petrobras, mostra que o apetite por propina não diminuiu no Planalto Central. Os acordos ilícitos continuam a vigorar mesmo com a Lava Jato em andamento e fazendo estragos na carreira política de muitos figurões da política mineira e nacional.

‘Centrão’ tenta minimizar cláusula de barreira

21/08/2017 – 15:55

Um dos pontos que serão votados na reforma política, que volta ao Plenário nesta semana, em Brasília, é a chamada cláusula de desempenho ou de barreira. Ela determina um índice mínimo de votos, em todo o país, que os partidos precisam alcançar para eleger um deputado federal. Na discussão que trata do tema, os líderes partidários das legendas menores tentam fazer com que esse índice não ultrapasse a casa de 1% e seja utilizado nas eleições de 2018. Pelos cálculos dos partidários, caso essa barreira entre em vigor nas próximas eleições, na disputa de 2020 o país passaria a contar com apenas 17 partidos. Porém, se índice chegar a 5%, por exemplo, passarão a existir sete partidos no Brasil. Sem consenso, as lideranças dos chamados partidos nanicos pressionam pelo percentual de 1%. Já os grandes partidos trabalham por um percentual maior.

Partidos se movimentam para sobreviver

21/08/2017 – 15:55

A cláusula de barreira determina o acesso pleno dos partidos ao Congresso. Se não atingir o índice, os partidos ficam sem líderes e sem a chamada estrutura de liderança, que dá direito a cargos e recursos. Além disso, passam a ter acesso bem limitado ao Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV para fazer propaganda. Ou seja, esse conjunto de limitadores coloca em risco a representatividade e a sobrevivência das legendas. Por isso, hoje, o maior esforço das lideranças partidárias é convencer as legendas maiores de que a cláusula de barreira não pode passar de 1%. Tem partido que defende percentuais de 0,8% e 0,9% dos votos. Sabendo o risco desses partidos, o presidente Michel Temer (PMDB) colocou sua tropa de choque para acelerar a votação da reforma política. Quer usar a reforma como instrumento de pressão sobre os partidos do “centrão” que ameaçam a sua governabilidade.

Vaccarezza seria a “estrela” do Avante

18/08/2017 – 14:35

A prisão de Cândido Vaccarezza, ex-líder dos governos Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, na Câmara dos Deputados, jogou por terra a estratégia do Avante, antigo PTdoB. Ao mudar de nome, numa tentativa de se descolar da velha política, o PTdoB também passou a atrair nomes de grandes partidos com a intenção de dar visibilidade à legenda e atrair votos. Vaccarezza era a maior aposta nessa estratégia e se transformou no presidente estadual do Avante, em São Paulo. O ex-deputado pretendia voltar à Câmara dos Deputados. Na estratégia de marketing do partido, Vaccarezza tinha acabado de gravar um vídeo no qual criticava “os políticos e a corrupção” e acabou sendo preso, acusado pelo recebimento de cerca de Us$ 500 mil em propina via contratos de navios da Petrobrás.

Partido tentou Bolsonaro também

18/08/2017 – 14:35

Além de Vaccarezza, o Avante também tentou a filiação do deputado Jair Bolsonaro para representar o partido na disputa pela Presidência da República. Na liderança das pesquisas de intenção de voto, em cenários que não contam com Lula como seu concorrente, Bolsonaro seria o tiro certo para o Avante se popularizar nacionalmente e ampliar sua base de votos. Porém, depois de muitas negociações, Bolsonaro aceitou trocar o PSC pelo PEN (Partido Ecológico Nacional). A confirmação da transferência será feita durante a janela partidária —ou seja, o período de 30 dias em que os parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato marcado para março de 2018.

Deputados defendem “contribuição compulsória” para campanhas

17/08/2017 – 13:20

Um pequeno grupo de deputados apresentou ao relator da reforma política, deputado Vicente Cândido (PT-SP), proposta para moralizar as despesas com as campanhas eleitorais no país. Depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter proibido a doação de empresas, um fundo público, no valor de R$ 3,6 bilhões, passou a ser discutido na Câmara como saída para o financiamento das campanhas eleitorais. Mas a ideia passou a sofrer forte reação da sociedade, imprensa e de um pequeno grupo de parlamentares. Esse mesmo grupo, que se colocou contra o financiamento público, defende a criação de uma espécie de “contribuição compulsória” de todos os agentes políticos para manter um fundo capaz de bancar as campanhas. Pelo projeto, governadores, prefeitos, vereadores, senadores e até o presidente da República doariam entre 1% e 2% de seus salários para manter o fundo. Os cálculos desses deputados mostram que, por ano, essa arrecadação chegaria a R$ 1 bilhão. No final de quatro anos, o fundo alcançaria mais de R$ 4 bilhões, montante superior aos R$ 3,6 bilhões que sairiam dos bolsos do cidadão.

TSE cuidaria da gestão do fundo eleitoral

17/08/2017 – 13:20

Uma das polêmicas sobre o financiamento público das campanhas é a questão do gerenciamento dos recursos. Há forte reação contra a ideia de que os recursos sejam administrados pelos partidos e se tornem instrumento de corrupção. Esse mesmo grupo de deputados que defende a contribuição compulsória também tem alternativa para a gestão dos recursos. Todo o montante arrecadado seria gerido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que teria a responsabilidade de distribuir os recursos aos candidatos no período eleitoral. O projeto de reforma política não pode receber mais emendas. Porém, a sugestão do fundo compulsório pode ser incorporada ao relatório do relator da matéria antes de ela ser encaminhada ao Plenário. Hoje, no Brasil existem cerca de 56 mil vereadores, 12 mil prefeitos e vices, 10 mil deputados estaduais e 513 federais. A média salarial de um vereador, por exemplo, é de R$ 2.500,00. Se cada um contribuísse com 1% de seus salários, seriam arrecadados R$ 20,2 milhões, ao ano, apenas com os legisladores municipais.

‘Distritão’ sobe no telhado e pode ser barrado

16/08/2017 – 17:14

Não há consenso entre os líderes partidários com relação à votação da reforma política, mais precisamente ao projeto que cria o chamado “distritão”. Na Câmara o clima é de absoluta divisão. Pelos cálculos das lideranças, a reforma tem cerca de 300 votos. Mas o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), deseja pautar a matéria se houver um bom quórum, algo em torno de 490 deputados.Para ser aprovado, o sistema “distritão” precisa de 308 votos em 2 turnos. Deputados mais experientes estão com receio de adotar o sistema, pois acreditam que o atual momento político do país não admite “experimentalismo”.

 

Limite de votos

16/08/2017 – 17:14

O receio dos deputados é que, pelo “Distritão”, são eleitos apenas os mais votados, sem levar em consideração os votos de outros candidatos e na legenda, como no sistema proporcional em vigor. A dúvida é se isso não acirrará as disputas dentro do próprio partido e se não haverá a elevação do chamado coeficiente eleitoral. Com a elevação do coeficiente, um deputado, por exemplo, teria de expandir suas bases eleitorais, já que a capacidade de angariar votos na mesma região é limitada.

Lula garantido no segundo turno, conforme DataPoder

16/08/2017 – 11:11

É cada vez mais justificado o temor de setores menos progressistas com relação à possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retornar à Presidência. Esses grupos torcem para que o petista, réu em cinco processos e condenado a nove anos de prisão, se torne inelegível em 2018. Afinal, a cada nova pesquisa de intenção de voto, Lula cristaliza seu eleitorado e é o único pré-candidato, até o momento, que iria com certeza para o 2º turno se a disputa fosse hoje. É isso o que mostra também a mais nova rodada de pesquisas do DataPoder, divulgada nesta quarta-feira. Pelo levantamento, Lula tem hoje entre 25% a 30% do eleitorado. Os índices se assemelham aos números que o ex-presidente contava quando se tornou presidente pela primeira vez.

Sem Lula na disputa, Brasil verá Bolsonaro presidente

16/08/2017 – 11:11

Caso o ex-presidente Lula se torne inelegível, o maior beneficiado seria o deputado federal Jair Bolsonaro, que deve se filiar ao PEN. Bolsonaro alcança, sem Lula na disputa, entre 25% e 27% do eleitorado hoje. Adversários como João Doria (PSDB), que soma 12%, Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 9%, Ciro Gomes (PDT), com 9%, Marina Silva (Rede), com 6%, Fernando Haddad (PT), com 5%, não teriam força para barrar a eleição de Bolsonaro. A pesquisa do DataPoder foi realizada entre 12 e 14 de agosto. Foram feitas 2.088 entrevistas em 197 cidades. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Ou seja, um candidato com 25% está na faixa de 22% a 28%, aproximadamente.

Centrão ganha vaga de ministro tucano

15/08/2017 – 10:43

Em reunião na manhã desta terça-feira, em Brasília, o presidente Michel Temer (PMDB) acertou com aliados a substituição do ministro Antonio Imbassahy (PSDB), da Secretaria de Governo. Em seu lugar, entrará o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE). A mudança atende pedido dos partidos do chamado “centrão”, que reclamam do espaço dado aos tucanos no governo, que ficaram divididos na votação da denúncia contra Temer por corrupção. Além da mudança no ministério, Temer também promete entregar aos partidos do “centrão” pelo menos 150 cargos de segundo e terceiro escalões. Com isso, o presidente recomporia sua base na Câmara dos Deputados. Hoje, ela não passa de 150 deputados.

Manobra visa sobrevivência

15/08/2017 – 10:43

Mais do que assegurar votos para matérias importantes, como a reforma da previdência, e para medidas provisórias, o presidente Michel Temer quer garantir apoio no caso de uma segunda denúncia do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, agora por formação de quadrilha ou obstrução da Justiça. Os deputados do “centrão” ameaçavam votar, em peso, a favor das novas denúncias, caso o PSDB mantivesse cargos e a atual influência sobre o governo. Os líderes do “centrão” falam em um “redimensionamento” da força tucana no governo Temer. Hoje, o PSDB mantém quatro ministérios, mesmo tendo ficado dividido na primeira denúncia contra Temer. Agora, os deputados do “centrão” querem um representante do bloco na articulação política com o baixo clero.

Fundo público para a eleição cresce com a apatia social

11/08/2017 – 12:20

O resultado bem abaixo do esperado da votação da denúncia por corrupção contra o presidente Michel Temer (PMDB) vai servir de baliza para todo e qualquer projeto de interesse do governo. Tanto que o principal exercício do Planalto é calcular, a cada dia, o tamanho da sua base para levar ao Plenário matérias como as reformas da Previdência e Tributária. Antes delas, porém, a reforma política, de interesse de todo o Congresso, terá de ser apreciada até o final de setembro para valer nas eleições de 2018. Sem o devido acompanhamento da sociedade, mídia e instituições, o texto da reforma virou um apanhado de sugestões para agradar legendas grandes e nanicas. O próprio relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP), perdeu o controle da sua relatoria. E, no meio de tanta perfumaria, o que mais interessa aos deputados é o fundo para financiar as campanhas, de cerca de R$ 3,6 bilhões, que sairá direto do bolso do cidadão. Tardiamente, entidades e representantes da sociedade passaram a se movimentar, mas vai ser tarde demais.

Cúpula do Congresso aprova financiamento

11/08/2017 – 12:20

O fundo é apoiado pela cúpula do Congresso e pelos principais partidos aliados a Michel Temer. A expressão mais usada em Brasília é que os recursos cairão como “injeção na veia” dos deputados. É a “salvação” no momento em que o país passa por uma das maiores crises financeiras da sua história e diante da mínima possibilidade da volta do financiamento privado proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2015. Nas rodas de deputados no Congresso, há um sentimento de que a classe política, salvo exceções, está verdadeiramente empenhada em esgotar o pouco de paciência que ainda resta aos eleitores. Nos discursos, é clara a ironia e o ar de zombaria quando se fala na possibilidade de, pela primeira vez na história, uma campanha eleitoral ser financiada com recursos públicos, sem a necessidade de se comprometer ética e moralmente com setores da sociedade.

Fundo eleitoral favorece grupo ligado ao vice-governador

10/08/2017 – 12:15

No caso de aprovação no Congresso do fundo público de financiamento das campanhas, de R$ 3,6 bilhões, o grupo liderado pelo vice-governador de Minas, Antônio Andrade, presidente estadual do PMDB, levará vantagem sobre a ala peemedebista ligada ao presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes. A criação do fundo é uma resposta dos deputados à proibição do financiamento empresarial pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2015, e a sua distribuição passará, necessariamente, pela direção estadual dos partidos. Com isso, Antônio Andrade – que tem como tesoureiro do PMDB mineiro, o aliado e prefeito de Periquito, Geraldo Godoy -, terá a chave do cofre nas mãos para direcionar os recursos para os candidatos do PMDB a governador, senador e a deputado estadual e federal.

Disputa interna

10/08/2017 – 12:15

Antônio Andrade está rompido com o governador Fernando Pimentel (PT) que, por sua vez, mantém laços estreitos com Adalclever Lopes. O presidente da Assembleia já chegou, inclusive, a se posicionar publicamente pela reeleição do petista, caso ele seja inocentado pela Justiça e tenha condições de concorrer em 2018. Já Antônio Andrade defende que o PMDB lance candidatura própria nas próximas eleições ao governo de Minas. No meio dessa disputa, parlamentares e caciques da legenda se movimentam de acordo com seus interesses e de suas bases, mas tendo como norte, na maioria das vezes, a fonte de recursos. Hoje, a fonte mais próxima é o governo de Minas que, apesar das dificuldades, vem distribuindo benesses aos peemedebistas.

Temer enterra também discussão da PEC das Diretas

09/08/2017- 12:38

Além de provocar a desfiguração da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), principal colegiado da Câmara dos Deputados, que perdeu 26 de seus membros titulares, o presidente Michel Temer (PMDB) conseguiu “enterrar” a discussão da chamada PEC das Diretas. Com a substituição de seu relator, o deputado Esperidião Amin (PP/SC), a matéria ficou órfã e não voltou à pauta de votação desde o dia 13 de junho. A proposta prevê eleições diretas para presidente e para vice-presidente da República em caso de vacância desses cargos. Como o PP não sinalizou o retorno de Esperidião Amin à comissão e nem o deputado demonstrou interesse em retomar as atividades no colegiado, a análise da admissibilidade da matéria caiu no esquecimento. Os próprios movimentos de rua, que defendiam as “Diretas Já”, perderam a força com a vitória de Temer no Plenário na votação que analisou o pedido de investigação do peemedebista por corrupção.

Deputado favorável à denúncia assumirá relatoria

09/08/2017- 12:38

Com a substituição de Esperidião Amin, que não voltará à CCJ, a expectativa é a de que o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) seja o novo relator da PEC das Diretas. Faria de Sá foi um dos deputados titulares excluídos da Comissão de Constituição e Justiça por ter sinalizado que votaria a favor da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. Com o posicionamento, ele foi relegado à suplência por decisão do líder do PTB, Jovair Arantes (GO), da base governista e que foi relator do impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e, na época, opinou pelo prosseguimento da denúncia contra a petista pelo crime de responsabilidade que resultou no seu impeachment.

Mineiros que salvaram Temer receberam R$ 120 milhões

08/08/2017 – 16:16

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter divulgado, no dia 18 de maio, os áudios da gravação que envolve o presidente Michel Temer (PMDB) e o empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, os deputados mineiros que votaram contra a abertura de processo por corrupção contra o peemedebista, de autoria da Procuradoria Geral da República (PGR), receberam mais de R$ 120 milhões em emendas parlamentares. O mineiro que recebeu a maior parte foi o deputado federal Leonardo Quintão, que ficou com R$ 10.871.653,00. Ao todo, o grupo de 137 deputados, de todo o Brasil, recebeu R$ 943 milhões de emendas ao Orçamento, conforme adiantou, com exclusividade, O Beltrano, de Brasília, no dia 12 de julho.

Recursos impediram admissibilidade da denúncia

08/08/2017 – 16:16

Emendas são verbas que congressistas podem usar em suas bases eleitorais. Normalmente, para obras públicas, que dão visibilidade e atraem votos. O presidente conseguiu que parte de sua base de apoio no Congresso se mantivesse coesa e ajudasse a impedir a admissibilidade da denúncia com 263 votos favoráveis e mais 20 ausências e abstenções. Na véspera da votação, o Planalto estimava ter cerca de 200 votos explícitos a seu favor. Acabou conseguindo 263.

Veja lista dos mineiros beneficiados:

Leonardo Quintão (PMDB-MG) – 10.871.653,00

Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) – 10.149.219,00

Ademir Camilo (Podemos-MG) – 9.619.817,00

Bilac Pinto (PR-MG) – 9.779.394,78

Laudívio Carvalho (SD-MG) – 9.231.494,00

Toninho Pinheiro (PP-MG) – 9.710.775,60

Marcos Montes (PSD-MG) – 8.580.125,00

Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) – 8.544.580,00

Brunny (PR-MG) – 7.315.630,54

Carlos Melles (DEM-MG) – 6.030.551,54

Luiz Fernando Faria (PP-MG) – 6.267.020,00

Aécio rifa candidatura de Dinis Pinheiro

07/08/2017 – 09:27

Mais de 40 dias afastado das atividades parlamentares no primeiro semestre por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Aécio Neves (PSDB) articula, à distância, a sucessão em Minas Gerais. Aos interlocutores, o senador diz que não pretende cometer o mesmo erro das eleições de 2014, quando avalizou a candidatura de Pimenta da Veiga (PSDB) para concorrer com o petista Fernando Pimentel (PT). Sem mandato e afastado da política, Pimenta da Veiga foi facilmente abatido por Pimentel. Agora, partidos que orbitam em torno de Aécio como o PP e DEM trabalham a pré-candidatura ao governo do ex-deputado Dinis Pinheiro (PP). Porém, Aécio se empenha para desqualificar a candidatura do ex-deputado. Para Aécio, sem mandato e distante do perfil exigido pelo eleitor, Dinis não tem chance alguma de polarizar com o candidato do Palácio da Liberdade.

Tucano quer atrair o PMDB

07/08/2017 – 09:27

Na tentativa de evitar novas investidas do Ministério Público, Aécio busca um equilíbrio entre não se expor em excesso e nem desaparecer completamente como um líder do PSDB mineiro. O tucano tem evitado pisar em Minas Gerais e estar próximo à base. Optou por, nesse momento, submergir e articular a sucessão de sua mansão, no Lago Sul, em Brasília. Mesmo distante, o senador trabalha para isolar o PT e atrair para o PSDB, além dos aliados tradicionais, o PMDB, do vice-governador Antonio Andrade. Na avaliação de Aécio, a melhor saída para o PSDB seria uma chapa encabeçada pelo PMDB. Mas o clima entre os aliados ainda é de desconfiança. Tanto o PMDB quanto os demais partidos aliados estão receosos com relação aos próximos desdobramentos da Lava Jato e o impacto disso no projeto que Aécio tenta construir até dezembro.

Odair Cunha desiste de candidatura para coordenar campanha de Pimentel

04/08/2017 – 17:40

O secretário de Governo de Minas Gerais, o deputado federal licenciado Odair Cunha (PT), não vai se candidatar a cargo algum nas eleições de 2018. O nome de Odair é especulado para o Senado ou mesmo para um novo mandato na Câmara dos Deputados. Porém, o secretário decidiu ficar na coordenação da campanha à reeleição do governador Fernando Pimentel (PT), caso o petista, que enfrenta denúncias por gastos irregulares na campanha de 2014, seja autorizado pela Justiça a se candidatar. Odair Cunha fará o anúncio oficial da desistência da candidatura em evento, neste sábado, na cidade de Três Corações.

“Votaria pela investigação”, diz ex-ministro de Temer

04/08/2017 – 13:10

Ausente na sessão da Câmara dos Deputados que enterrou a primeira denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), o ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio (PMDB-PR) vem dizendo a aliados que se tivesse comparecido ao plenário votaria pela “continuidade da investigação” que afastaria Temer da Presidência. Sacado abruptamente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde já foi presidente, Serraglio não esconde o sentimento de mágoa em relação ao presidente. Publicamente, tem evitado das declarações mais polêmicas contra o governo. Mas, nos bastidores, mesmo fazendo parte da bancada ruralista da Câmara, o ex-ministro, que ficou no cargo por pouco mais de dois meses, vem dizendo que não votará mais a favor das pautas de interesse do governo.

Reformas não passarão

04/08/2017 – 13:10

E passada a votação, é exatamente isso o que interesse ao “mercado” e aos brasileiros. Saber quantos dos chamados “traidores” da base governista votarão a favor das reformas propostas por Temer. Imediatamente após o resultado da votação, Temer agendou para esse fim de semana reunião com o chamado núcleo duro do Palácio para estabelecer uma agenda de prioridades no Congresso e um cronograma de ação para a tramitação da reforma da Previdência. A preocupação do governo é que, assim como o magoado Serraglio, outros parlamentares da base também devem manter posição contra as reformas. As planilhas em poder dos assessores de Temer mostram que nenhuma das legendas que dão suporte ao Planalto é 100% leal ao peemedebista.

Novas ações controladas miram aliados de Temer

04/08/2017 – 13:10

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) deflagraram uma série de novas “ações controladas” que têm como alvos integrantes do PMDB ligados ao presidente Michel Temer (PMDB). Foi graças a essas medidas que os investigadores conseguiram declarações comprometedoras de Temer endossando o pagamento de “mesada” ao ex-deputado preso e aliado Eduardo Cunha (PMDB) para ele ficar em silêncio. Foi assim também que a polícia conseguiu não só flagrar o senador Aécio Neves (PSDB) pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, como também registrar em vídeo as entregas de dinheiro a prepostos dos dois políticos, por meio de malas de dinheiro monitoradas pelos investigadores.

Doleiro como pivô

04/08/2017 – 13:10

As ações controladas usam técnicas de investigação capazes de ir além dos depoimentos dos colaboradores para produzir novas provas para incriminar os delatados. Entre essas “novas técnicas” estão as gravações feitas pelos próprios delatores contra os delatados. As ações controladas de agora são para confirmar as declarações do doleiro Lúcio Funaro, que entregou à PGR os anexos de sua proposta de delação premiada. Nos bastidores de Brasília, comenta-se que a delação de Funaro, doleiro do PMDB e operador de Eduardo, que levou Geddel Vieira Lima à cadeia, vai envolver toda a cúpula do PMDB próxima a Temer. A expectativa é a de que esse grupo do PMDB não escapará do tiroteio, já que todos atirarão contra todos.

Plenário vira balcão de negócios de Temer

02/08/2018

O presidente Michel Temer (PMDB) transformou a sessão da Câmara dos Deputados que aprecia a denúncia da Procuradoria Geral da República contra ele, nesta quarta-feira, em um verdadeiro balcão de negócios. Para evitar que a denúncia de corrupção chegue ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente escalou representantes para repassarem emendas em plena sessão. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), e o secretário de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB), estão passando uma lista de emendas que serão liberadas aos parlamentares em troca do voto contrário à denúncia.

PSDB contra Temer e Aécio no plenário

02/08/2017 – 11:00

A liderança do PSDB, reunida nesta manhã, decidiu votar a favor da aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). A orientação vai de encontro à posição do senador Aécio Neves (PSDB), que defende a permanência de Temer na Presidência da República. Hoje, Temer conta com quatro tucanos nos ministérios. Com a decisão da liderança, os deputados do PSDB terão de ir contra o relatório produzido pelo deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB/MG), que pede a rejeição da denúncia contra o presidente. Hoje, a bancada federal do PSDB conta com 46 deputados. Do total, 24 já havia declarado que votariam contra Temer.

Oposição quer votar denúncia contra Temer no horário nobre da TV

02/08/2017 – 08:45

Reunida nesta terça-feira, em Brasília, a oposição trabalha para arrastar a discussão sobre a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB) até o horário nobre da TV aberta. A sessão está marcada para esta quarta-feira, às 9h. Mas como TV Globo repetirá o que fez com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), transmitindo ao vivo toda a votação da denúncia, os deputados de oposição esperam constranger a base aliada arrastando a votação até o horário do Jornal Nacional, interrompendo novelas, jogos e séries. A estratégia é mostrar para o eleitor, durante o horário de maior audiência da TV brasileira, como cada deputado irá se posicionar com relação á denúncia.

Transmissão ininterrupta

02/08/2017 – 08:45

A previsão é que a transmissão inicie a partir do voto do primeiro deputado, com narração ao vivo até o voto do último parlamentar. A cobertura da votação do impeachment de Dilma Rousseff, em 17 de abril de 2016, um domingo, tomou pouco mais de 6h (das 17h46 às 23h50) da programação da emissora. O processo de impeachment de Fernando Collor, em 12 de setembro de 1992, também foi televisionado de modo ininterrupto. O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM/RJ) já definiu o rito da votação. A sessão será aberta para discussão quando 52 deputados estiverem presentes no plenário da casa. Quando houver 257 parlamentares, e defesa, acusação e deputados já tiverem se pronunciado, a discussão será encerrada. A votação iniciará quando houver quórum de 342 deputados, o que representa 2/3 da Casa.

⁠⁠⁠Clésio Andrade presta depoimento no caso do Mensalão

01/08/2017 – 19:03

A juíza Lucimeire Rocha, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, interrogará, amanhã, às 9h, no Fórum Lafayette, o ex-senador Clésio Andrade (PMDB), acusado de participar de desvio de verbas (peculato) para beneficiar a candidatura à reeleição do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais em 1998. O crime ficou conhecido como “mensalão mineiro” e foram acusados políticos, empresários, membros do governo e publicitários. Segundo a denúncia, Clésio Andrade, um dos sócios da agência de publicidade SMP&B, ajudou a desviar R$ 3,5 milhões, a título de patrocínio para os cofres da campanha de Azeredo, sendo Andrade candidato a vice na mesma chapa. A agência foi uma das responsáveis por quatro eventos esportivos de onde foram desviadas as verbas para a campanha.

Azeredo condenado 

01/08/2017 – 19:03

Somente Azeredo foi condenado, em dezembro de 2015, a 20 anos e 10 meses de prisão pela juíza Melissa Pinheiro Costa Lage Giovanardi. O processo dele tinha sido desmembrado dos demais réus quando ele tinha foro privilegiado como senador da República, e retornou para a justiça comum em 2015. Em 22 de agosto de 2017, o recurso será julgado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Newton Cardoso Júnior quer ser vice de Pimentel

31/07/2017 – 09:15

Respondendo a processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por emissão de nota fiscal falsa e com o nome envolvido no escândalo que ficou conhecido como “Panama Papers”, o deputado federal Newton Cardoso Júnior (PMDB) articula a vaga de vice na chapa que pode ser encabeçada pelo governador Fernando Pimentel (PT), que tentará a reeleição ao governo de Minas em 2018. Nessa composição, o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (PMDB), completaria a chapa disputando uma das duas vagas ao Senado. A articulação é uma tentativa de se reeditar a aliança PT/PMDB, que elegeu Pimentel. Mesma aliança que, na esfera federal, elegeu a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e que colocou o presidente Michel Temer (PMDB) na Presidência, após o processo de impeachment.

Harmonia irônica

31/07/2017 – 09:15

Apesar de a relação na esfera federal entre PT e PMDB ser marcada por acusações mútuas, no Estado há, ironicamente, certa harmonia. Pelo menos entre os petistas ligados aos peemedebistas próximos a Adalclever. Afinal, o vice-governador e presidente estadual do PMDB, Antônio Andrade, rompeu com Pimentel em maio. O rompimento teria sido motivado pelo “não cumprimento”, por parte de Pimentel, de supostos acordos feitos com o PMDB ao longo da campanha. Até as declarações do vice, Pimentel vinha dizendo que as relações políticas com o PMDB sempre foram sólidas e em prol do desenvolvimento do Estado. Agora, isso se mantém apenas com o grupo próximo a Adalclever.

Oswaldinho assina delação

28/07/2017 – 16:20

Colaborador das campanhas do hoje senador Aécio Neves (PSDB), o ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) Oswaldo Borges da Costa Filho, suspeito de ter participado de um esquema de fraude na construção da Cidade Administrativa, assinou, nesta sexta-feira, o acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Se falar realmente o que sabe e tiver provas contundentes, Oswaldinho, como é conhecido, pode desvelar o esquema criado para fraudar licitações, por meio da organização de um cartel de empreiteiras que atuaram nas obras da “Brasilinha” idealizada por Aécio na Grande Belo Horizonte. As obras, que foram realizadas pela Codemig, segundo investigações da Lava Jato, serviram para a formação de caixa dois para campanhas do PSDB.

Passarinho famoso

28/07/2017 – 16:20

À exemplo do empresário Joesley Batista, da JBS, que gravou o presidente Michel Temer (PMDB), delatou o esquema de propina para manter o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) calado e se livrou da prisão, Oswaldinho quer contar o que sabe, entregar os envolvidos no esquema acertado com a Odebrecht – que pagou R$ 1,8 milhão, em 2009, e em 2010, outros R$ 5,47 milhões em vantagens indevidas para irrigar o PSDB – e minimizar sua punição, em caso de condenação, por suspeita de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro. No esquema, as construtoras procuravam Oswaldinho que acertava as propinas que ficavam entre 2,5% e 3% sobre os contratos.

PSDB e PP ainda sonham com Anastasia

27/07/2017 – 17:17

Com dificuldades para emplacar na disputa pelo governo alguém que seja visto como o “novo” e esteja descolado do rótulo de “afilhado” do senador Aécio Neves (PSDB), o grupo que comandou Minas Gerais, entre 2003 e 2014, majoritariamente formado por nomes do PSDB e PP, ainda acredita na candidatura do senador Antonio Anastasia (PSDB) em 2018. O próprio senador, inúmeras vezes, descartou internamente a possibilidade de tentar voltar ao governo. Mas os aliados, na falta de um nome novo que tenha base política, insistem para que Anastasia reveja a sua posição e volte a liderar o grupo rumo ao Palácio Tiradentes.

Dinis Pinheiro é a realidade

27/07/2017 – 17:17

Na ausência de Anastasia, uma ala do PSDB, ao lado de PP, DEM, PTB, PPS e SD trabalham com o nome do ex-deputado Dinis Pinheiro (PP). Pinheiro montou uma estrutura de pré-campanha e vem participando de todo tipo de evento pelo Estado. Os integrantes da estrutura fazem a gestão da imagem do ex-deputado, encomenda pesquisas e analisa bancos de dados em preparação para as eleições. Nas primeiras sondagens para as eleições de 2018, porém, Pinheiro aparece timidamente, mesmo com a intensa presença nos eventos políticos no interior de Minas.

PT e ruas vazias podem salvar Temer

26/07/2017 – 20:34

O sentimento na esvaziada Brasília, em função do recesso parlamentar, é o de que o presidente da República, Michel Temer (PMDB), ganhou sobrevida para ter uma vitória com folga na votação no plenário da Câmara dos Deputados, marcada para o dia 2 de agosto, da denúncia feita pela Procuradoria Geral da República por corrupção. E dois fatores primordiais são apontados pelos deputados para esse cenário: a completa ausência de manifestações nas ruas pela queda do presidente e, acreditem ou não, pelo desejo do PT, o maior partido de oposição do país, em mantê-lo fragilizado na cadeira da Presidência, pois assim a legenda acha que tem mais chances nas eleições de 2018, com ou sem o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva na disputa.

Novas denúncias

26/07/2017 – 20:34

Mas mesmo com a falta de manifestações e com a “ajuda” do PT, que promete garantir quórum no plenário na próxima semana, a situação do presidente Temer pode ficar insustentável no microcosmo do Congresso Nacional. Caso surja uma nova denúncia contra o presidente, o cenário pode voltar ao visto no início de julho, quando deputados experientes apontavam a queda de Temer. E isso não é improvável. Afinal, hoje estão presos nomes importantes ligados a Temer como Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Henrique Alves, Lúcio Funaro e Rodrigo Rocha Loures. Todos podem, talvez, contar boas histórias sobre a relação do presidente com empresários e o PMDB. Mas as histórias precisarão ser acompanhadas de um conjunto probatório contundente.

Rejeição aos tradicionais

23/07/2017 – 08:45

Pesquisa recente do DataPoder mostra que o eleitor não está disposto a votar em candidatos do PSDB e PT. A rejeição aos tucanos chega a 51%. Candidatos do PT são rejeitados por 56% dos entrevistados. As grandes legendas como PT, PSDB, PMDB e PP não têm como fugir disso. Precisam carregar suas marcas e suas lideranças, mesmo que a mancha sobre elas seja impossível de limpar. Já as legendas médias e nanicas tentam, na mudança de nome, uma saída para mostrar que representam algo novo. O PTdoB virou Avante; o PSL se metamorfoseou em Livres, e o PTN agora é o Podemos. As mudanças são explicadas de formas diversas, mas representam a esperança de repetir, no Brasil, o sucesso dos ‘partidos-movimentos’, que emergiram fora de estruturas políticas tradicionais e conseguiram rapidamente bom desempenho eleitoral como o caso do francês ‘Em Marcha’, do italiano ‘Cinco Estrelas’ e, claro, do espanhol ‘Podemos’.

Troca de partido deve ser antecipada para setembro

23/07/2017 – 08:45

Com receio de que seus filiados troquem de legendas sem “aviso prévio”, os líderes partidários articulam uma antecipação da janela eleitoral que permite as mudanças. Hoje, a legislação eleitoral permite que os políticos com mandato troquem de legenda sete meses antes das eleições, ou seja, em março de 2018. Diante de um cenário político instável, as legendas temem que políticos expoentes deixem os grandes partidos para disputar as eleições por agremiações novas ou que não estejam no arco de influência dos tradicionais como PT, PSDB, PMDB, entre outros. Com isso, tentam um acordo para incluir na reforma política, que será votada no Congresso a partir de agosto, a antecipação do período em que os parlamentares podem trocar de partido sem o risco de perder o mandato para setembro. Para a regra valer nas próximas eleições, ela terá de ser aprovada até setembro deste ano.

 

Temer pressiona oposição na CCJ

20/07/2017 – 13:00

Depois de oferecer emendas e cargos aos partidos aliados para assegurar votos no plenário da Comissão e Constituição e Justiça da Câmara contra a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo a qual o presidente cometeu crime de corrupção passiva no exercício do cargo, o governo de Michel Temer (PMDB) investe, agora, também nos deputados do colegiado que votaram a favor da denúncia. A intenção é tentar virar o voto desses parlamentares na votação do plenário que acontece na primeira semana de agosto. Na CCJ, 25 deputados votaram a favor da denúncia. Diante do momento delicado vivido pelo presidente, a medida ousada é vista como única saída. E, no lugar de punir deputados que integram a base e votaram contra, a estratégia agora é a de distribuir agrados.

Trocas comprometem trabalho na comissão

20/07/2017 – 13:00

A série de mudanças de integrantes na CCJ, que já somam 26 até o momento, tem por objetivo assegurar a vitória de Temer também nas próximas denúncias que serão feitas pela PGR. Uma por formação de quadrilha e outra por obstrução da Justiça. Mas, além de influenciar no resultado da votação das denúncias contra o presidente pelas práticas de crime comum, as substituições comprometem o trabalho na principal comissão da Câmara. A CCJ é responsável por analisar a admissibilidade de todas as matérias que são apreciadas no plenário. Hoje, o colegiado abriga 6 mil matérias. Várias delas tinham como relatores deputados experientes que foram sacados da comissão por fazerem oposição a Temer.

Temer pressiona oposição na CCJ

20/07/2017 – 13:00

Depois de oferecer emendas e cargos aos partidos aliados para assegurar votos no plenário da Comissão e Constituição e Justiça da Câmara contra a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo a qual o presidente cometeu crime de corrupção passiva no exercício do cargo, o governo de Michel Temer (PMDB) investe, agora, também nos deputados do colegiado que votaram a favor da denúncia. A intenção é tentar virar o voto desses parlamentares na votação do plenário que acontece na primeira semana de agosto. Na CCJ, 25 deputados votaram a favor da denúncia. Diante do momento delicado vivido pelo presidente, a medida ousada é vista como única saída. E, no lugar de punir deputados que integram a base e votaram contra, a estratégia agora é a de distribuir agrados.

Trocas comprometem trabalho na comissão

20/07/2017 – 13:00

A série de mudanças de integrantes na CCJ, que já somam 26 até o momento, tem por objetivo assegurar a vitória de Temer também nas próximas denúncias que serão feitas pela PGR. Uma por formação de quadrilha e outra por obstrução da Justiça. Mas, além de influenciar no resultado da votação das denúncias contra o presidente pelas práticas de crime comum, as substituições comprometem o trabalho na principal comissão da Câmara. A CCJ é responsável por analisar a admissibilidade de todas as matérias que são apreciadas no plenário. Hoje, o colegiado abriga 6 mil matérias. Várias delas tinham como relatores deputados experientes que foram sacados da comissão por fazerem oposição a Temer.

Salim Mattar desiste de disputar governo de Minas

19/07/2017 – 18:30

Apontado como um “outsider” capaz de surpreender na corrida pelo Governo de Minas Gerais nas eleições de 2018, o empresário Salim Mattar, dono de uma das maiores empresas de locações de automóveis no Brasil, a Localiza, fundada em Belo Horizonte, passou comunicado a todos os funcionários da empresa informando que não será candidato. Ligado ao Partido Novo, em 2014, Mattar foi um entusiasmado eleitor de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República. Chegou a gravar até vídeo, dizendo que o tucano acabaria com “a corrupção que tomou conta do país”. Nos últimos meses, circulava nas redes sociais uma campanha pedindo que o próprio Mattar fosse candidato. Porém, o empresário foi demovido da ideia por familiares e amigos.

Nome da pesquisa

19/07/2017 – 18:30

A desistência de Salim Mattar ocorre justamente no momento em que o empresário aparece na pesquisa realizada pelo Instituto Paraná, que será divulgada nesta quarta-feira, sobre os possíveis candidatos a governador do Estado, encomendado pela Rede Record. A pesquisa, que ouviu apenas moradores da cidade de Contagem, revelou que, se as eleições para governador fossem hoje, o dono da Localiza teria 1,0% das intenções de voto, em último lugar. Pela pesquisa, Fernando Pimentel (PT) seria reeleito com 22,1% dos votos. O ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) chegaria em segundo com 13,1%.

Maia não mexerá no sistema político

18/07/2017 – 14:30

Muitos já se alvoroçam com o possível acordo, envolvendo partidos como PMDB, PSDB, PP, PSD, PRB, Avante, Podemos e Solidariedade, para incluir na proposta de reforma política o artigo que cria o chamado “distritão”. Porém, isso é só cortina de fumaça. Para ocupar o lugar do presidente Michel Temer (PMDB), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), assegurou às lideranças desses mesmos partidos que nada será modificado no sistema político até 2020. Maia admite, no máximo, dar uma “satisfação” à sociedade promovendo algum tipo de maquiagem no processo eleitoral, principalmente, no que se refere ao sistema de financiamento. No mais, tudo ficará como está.

Acordo com o baixo clero

18/07/2017 – 14:30

A lógica é simples. Para ter o apoio do baixo clero, que será o mais afetado com as mudanças no sistema eleitoral que prevê, por exemplo, a cláusula de barreira, Maia garantiu aos deputados de partidos nanicos que eles poderão continuar suas campanhas como reza o atual regramento eleitoral. Ou seja, nada será modificado. A intenção do presidente da Câmara e desses deputados é a de que mudanças sejam “testadas” apenas nas eleições de 2020, com vereadores e prefeitos. Caso as mudanças no sistema prosperem, elas se intensificarão para as eleições de 2022, já envolvendo os deputados. A preocupação urgente é o impacto do uso do dinheiro público que será usado para bancar as candidaturas de 2018. O valor pode chegar a R$ 5,9 bilhões, mantidas as previsões do Ministério do Planejamento para este ano.

PCdoB articula “Fora Temer” com o DEM

17/07/2017 – 16:50

Estão aceleradas as negociações envolvendo a cúpula do PCdoB e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ). Em jantares cada vez menos discretos nas noites de Brasília, PCdoB e DEM articulam a queda do presidente Michel Temer (PMDB). Os dois partidos contam com apoios de legendas que formam o chamado “centrão”, como Avante e Solidariedade, além de PDT e PSB, de oposição. Os articuladores também tentam atrair nomes da base, incluindo deputados do PMDB e PSDB. Pelas conversas para levar Maia à Presidência, o ex-ministro da presidente Dilma Rousseff (PT), Aldo Rebelo (PCdoB), seria alçado à vice. Rebelo, que acaba de lançar um manifesto suprapartidário pela “união nacional”, é amigo de Maia e o ajudou na eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados.

Comunista de raiz

17/07/2017 – 16:50

Entre as diversas articulações de bastidores para forçar a renúncia ou cassação de Temer, o apoio do PCdoB a Rodrigo Maia é, sem dúvida, uma das mais curiosas e demonstra que a política não é mais feita por partidos e, sim, por lideranças descoladas da estrutura arcaica das legendas. Rebelo, um “comunista de raiz”, defende que, pelo “Fora Temer”, a militância dos partidos de esquerda e de direita se unam em torno do projeto. Mas não vai ser fácil, mesmo que a causa seja “nobre”. O argumento de Rebelo é que, hoje, Maia é o único capaz de aglutinar forças no Congresso e levar o país às eleições diretas sem traumas maiores.

PMDB ameaça e relator acerta com Podemos

14/07/2017 – 13:25

Autor do parecer pela aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer, o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) está pronto para embarcar no Podemos, que anunciou a pré-candidatura do senador Álvaro Dias (PR) à Presidência em 2018. Emissários da Executiva nacional do PMDB fizeram chegar ao deputado que ele será suspenso ou até expulso se mantiver a postura favorável às denúncias contra Temer. Zveiter alega que, se os dirigentes do partido tivessem dito, quando o convidaram para ingressar no PMDB, que ele teria que defender o presidente mesmo diante de práticas suspeitas, não teria entrado no partido.

Salva-mandato com dinheiro público

14/07/2017 – 13:25

O Podemos é uma atualização da sigla PTN, que obteve autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio para mudar de nome. O partido conta atualmente com uma bancada de 14 deputados federais e dois senadores, com as filiações de Romário (RJ), que deixou o PSB, e de Álvaro Dias. Zveiter, que chegou a dizer que o governo usou dinheiro público na tentativa de salvar seu mandato e assegurar votos para derrubar a denúncia de corrupção, ao desembarcar do PMDB, tem a intenção de disputar uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro, no Podemos. 

Mariz coloca em dúvida “paternidade” de filho de Temer

13/07/2017 – 16:25

Ao apresentar, nesta quinta-feira, a defesa do presidente da República, Michel Temer (PMDB), durante a sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados que discute denúncia por corrupção oferecida pela Procuradoria Geral da República, o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, ao falar da “honestidade e honra” de seu cliente acabou colocando em xeque a paternidade do quinto filho do presidente. Oficialmente, Temer reconhece cinco filhos. Três do primeiro casamento, um do terceiro e um do quarto e atual relacionamento com a ex-miss Paulínia Marcela Temer.

Mas Antônio Mariz, que tem a função de assegurar a idoneidade do presidente à frente da condução do país e evitar que a denúncia de corrupção chegue ao Supremo Tribunal Federal (STF), não conseguiu nem garantir se Temer é o pai do quinto filho, o único com Marcela. Ao enaltecer a figura de Temer, como um homem acima de qualquer suspeita, Mariz se enrolou ao falar do “grande pai”. “Um pai de quatro, cinco filhos”, calculou o advogado, deixando de fora da lista justamente Michelzinho, de seis anos, que chegou até a escolher a imagem que seu pai vem usando no governo para simbolizar e vender o atual momento político.

Deputados condenam troca de julgadores

12/07/2017 – 17:27

As substituições de integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara com o intuito de barrar a denúncia da Procuradoria-Geral da República, segundo a qual o presidente Michel Temer (PMDB) cometeu crime de corrupção passiva no exercício do cargo, foram alvo de críticas de diversos deputados na sessão desta quarta-feira. “O que vai ser votado aqui, com essas modificações na comissão, não é o que a população brasileira quer”, disse o deputado Major Olimpio (Solidariedade-SP).

Para o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), a troca de integrantes da CCJ é, nas palavras dele, um ato digo de uma “quadrilha parlamentar”. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) também criticou as mudanças. “O que mais Temer precisaria ter feito para que se pudesse iniciar um processo de investigação? O que está em jogo aqui é uma tentativa de blindagem do senhor Michel Temer”, afirmou.

O presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), condenou as substituições e disse que elas ferem a moralidade. “Imagine você um deputado que está na Comissão de Constituição e Justiça, relator de diversas matérias, e é sacado por conta do entendimento que ele tem sobre um tema, sobre uma matéria”, disse.

Troca de julgadores da denúncia é histórica

12-07-2017 – 16:05

Na tentativa de evitar uma derrota na CCJ, o presidente Temer forçou o remanejamento drástico de nada menos que 26 membros do colegiado. E esse número poderá ser ainda maior, já que a reunião se estenderá até a próxima sexta-fera. A comissão conta com 66 titulares e 66 suplentes. A maior substituição de membros dos últimos 10 anos na CCJ ocorreu em 2016, na ocasião da discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que tratava da reforma da Previdência. Foram 34. Outra mudança significativa ocorreu em 2006, durante a discussão da PEC que tratava da chamada “verticalização” nas coligações partidárias. À época, foram 24 substituições.

Faltou só o confete

12-07-2017- 16:05

Além de assegurar votos a Temer, de constranger membros assíduos e relatores do colegiado, as substituições na CCJ revelaram o “nível” dos parlamentares escalados para defender o presidente. O deputado Wladimir Costa (Solidariedade/PA) exemplifica bem o perfil da tropa de choque que substituiu os membros titulares contrários ao governo. Um dos primeiros a falar na reunião, que ficou conhecido como o “deputado do confete” por ter sido autor da inusitada chuva de papel picado em seu discurso a favor do impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), partiu para o ataque e chamou o relator Sergio Zveiter (PMDB-RJ) de “burro, incompetente e desqualificado”. Pelo ato de deselegância e deseducação, além de repreendido pelos colegas, entrou para a história como protagonista de mais um vexame na sua vida pública.

Supremo não veda mudanças

12-07-2017- 16:05

A oposição tenta acabar com o troca-troca. Os deputados alegam que a troca é uma manobra para alterar o quadro de julgadores do caso e para forjar uma maioria artificial. Porém, a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, entende que o assunto é de competência interna da Câmara dos Deputados. Deputados constantes na CCJ avaliam que as substituições ferem a independência do colegiado, ferem a autonomia dos parlamentares e é algo inadequado e criticável sob o ponto de vista ético. Mas há uma previsão regimental da substituição desses parlamentares, que é algo feito pelos partidos junto à Secretaria Geral da Mesa. A composição definida pelos partidos políticos a partir das suas conveniências.

 

Temer conspira, corrompe e ganha sobrevida

12/07/2017 – 10:15

As reviravoltas na política são comuns. Tido como praticamente “morto” na Câmara dos Deputados, o presidente Michel Temer (PMDB) reagiu. Usou a força do Planalto para corromper deputados e sobreviver à primeira denúncia, por corrupção, feita pela Procuradoria-Geral da República. Para assegurar placar favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, consequentemente, no plenário, o presidente levantou cerca de R$ 1 bilhão em forma de emendas, para repassar aos deputados, conforme calculam alguns dos próprios parlamentares beneficiados. Além disso, distribuiu cargos e promessas de apoio nas próximas eleições. Com isso, hoje, o presidente assegura a maioria dos votos na comissão e no plenário, evitando que a primeira denúncia chegue ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Subterrâneos do Jaburu

12/07/2017 – 10:15

Temer jogou com todas as cartas que tinha nas mãos. Os porões do Jaburu nunca estiveram tão movimentados. Ele sabe que a simples abertura do processo no STF o afastaria da Presidência. E uma vez afastado, dificilmente retornaria ao Planalto, já que os ministros seriam levados pela opinião pública a confirmar a sua cassação. Temer recebeu o dono da JBS, Joesley Batista, como presidente e na residência oficial. Joesley, até então, era visto como aliado. E foi justamente de um aliado que partiu a maior traição contra o presidente. Joesley gravou e delatou o esquema encabeçado por Temer. Como os corredores do Planalto cheiram à traição, também não será surpresa se, mesmo derramando recursos e cargos, Temer for traído também pelos deputados que ele acha que conseguiu seduzir.

Presidente da OAB critica ingerência de Temer na CCJ

11/07/2017 – 11:33

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, criticou, na manhã desta terça-feira, o que chamou de “empenho do governo em obstar” a tramitação da denúncia contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), na Câmara dos Deputados. Na tentativa de evitar uma derrota de Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a base governista remanejou nada menos que 20 dos membros do colegiado (que tem 66 titulares e 66 suplentes) que avalia a denúncia de corrupção que pesa sobre o presidente. Para Lamachia, a situação é agravada, já que denunciado, valendo-se desse expediente, amplia a degradação da política brasileira ao tentar construir “espúria” de maioria no Congresso.

Dinheiro em troca de votos

11/07/2017 – 11:33

O presidente da OAB ressalta que já estão em curso liberações de verbas do Orçamento para parlamentares em troca de votos em defesa do presidente da República. Lamachia disse que o país “não tolerará tal afronta”. Segundo ele, o Estado brasileiro não pode continuar sendo moeda de troca para acobertar crimes de seus agentes. Isso depõe não apenas contra o presidente, mas contra o conjunto das instituições políticas, e soa como deboche à sociedade, configurando-se como “crime de lesa-democracia”. “O gesto mínimo de grandeza que se espera do presidente é que responda às acusações. Se é inocente, não há por que se ocultar em manobras ilícitas. Não faz sentido defender-se da acusação de um crime praticando outro”, afirmou.

Banqueiros querem salvar delator de Temer

10/07/2017 – 10:55

De olho em mais de R$ 23 bilhões, fruto de empréstimos contraídos pela J&F, que reúne empresas como JBS, Eldorado e Vigor, os principais banqueiros do país discutem, nessa semana, a salvação do delator do presidente Michel Temer (PMDB), o empresário Joesley Batista. As empresas de Joesley contraíram os empréstimos junto a instituições financeiras como o Itaú, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Com receio de que o empresário seja preso, levando ao colapso o grupo que comanda, os banqueiros trabalham para que Joesley se mantenha em liberdade e, além disso, prometem oferecer um alongamento dos prazos de pagamento de dívidas do grupo. Apenas o Itaú, que emprestou cerca de R$ 1 bilhão ao grupo J&F, não abre mão dos prazos acordados com o empresário. O co-presidente do conselho de administração do Itaú, Roberto Setubal, não aceita aliviar para o lado do delator de Temer.

Peemedebista é aplaudido de pé no Diretório do PT

08/07/2017 – 11:43

Na cerimônia de posse da presidente estadual do PT, Cida de Jesus, na noite de ontem, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes (PMDB), foi aplaudido de pé. Diante de um expressivo número de militantes petistas, Adalclever anunciou seu apoio à reeleição do governador Fernando Pimentel e da candidatura à Presidência de Lula, em 2018. Mais cedo, na reunião do Diretório Estadual do PMDB, o presidente da legenda e vice-governador do Estado, Antônio Andrade, ao lado de outros peemedebistas que integram a Executiva, afirmou que o partido terá candidatura própria na disputa pelo governo do Estado.

Na Câmara, Michel Temer não é visto mais como presidente

07/07/2017 – 14:09

Deputados mais experientes, em uma grande articulação, na manhã desta sexta-feira (07/07), decretaram o fim do governo do presidente Michel Temer (PMDB). Difícil prever o desfecho desse movimento. Mas com índices de popularidade baixíssimos e sem conseguir fazer a economia reagir, o presidente viu a sua própria base desmoronar. O próximo passo é a denúncia da Procuradoria-Geral da República ser aceita na Comissão de Constituição e Justiça e, em seguida, pelo plenário da Câmara dos Deputados. A cassação ficará por conta do Supremo Tribunal Federal (STF). Antes, porém, a renúncia não é descartada por interlocutores do presidente. Via Supremo ou renúncia, o certo é que os deputados já conversam com o terceiro presidente do país em menos de um ano.

Rodrigo Maia discute transição com deputados

07/07/2017 – 14:09

Com a queda iminente de Temer, os deputados já discutem o processo de transição com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele vai substituir Temer no Palácio do Planalto. O clima em Brasília é de pré-impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Porém, dessa vez, a própria base governista está convencida de que não caberá à Câmara ignorar a denúncia por corrupção passiva apresentada contra Temer. No caso de Dilma, os aliados da presidenta brigaram até o último dia. Agora, o que se vê é um derretimento acelerado do capital político do governo, sem chance de restauração. Integrantes de PSD, PP, PSB, Podemos e DEM, que formam o chamado “centrão” já não reconhecem a autoridade do presidente. E o principal aliado, o PSDB, jogou a toalha. No PMDB, partido de Temer, uma ala independente também integra a corrente que já pensa no novo presidente.

Oposição engrossa coro por Maia

07/07/2017 – 14:09

O presidente da Câmara não é considerado o melhor nome para os partidos de oposição. Mas, com a saída de Temer, Maia é o sucessor direto. Apesar de não considerar o deputado carioca como a solução para os problemas do Brasil, deputados de partidos como PC do B, PDT e até o PT engrossam o coro por Maia. A análise é a de que o presidente da Câmara reúne condições de agregar o Parlamento em torno da saída rápida e sem maiores traumas de Temer e de conduzir o país às próximas eleições. O certo é que a sustentação política do presidente ruiu e Maia já articula espaços no governo para essa nova composição de forças do poder.

“Delatores” de Temer não serão ouvidos pela Câmara

06/07/2017 – 12:12

O coronel aposentado João Baptista Lima Filho, o advogado José Yunes, o empresário Ricardo Saud, que ficou conhecido como o “homem da mala”, Fabio Cleto, ex-vice-presidente da CEF, o doleiro Lúcio Funaro e o ex-ministro Geddel Vieira, preso pela Polícia Federal, não serão convocados para dar explicações aos deputados no processo que trata da denúncia contra o presidente Michel Temer, por corrupção. O entendimento é que a denúncia contra o presidente se trata de crime comum, previsto no Código Penal. Por isso, cabe apenas ao Supremo Tribunal Federal (STF) empreender a dilação probatória, ou seja, a confecção das provas. Nesse processo, cabem diligências, oitivas de testemunhas, requisição de documentos, perícias, entre outros.

Janot não fará sustentação

06/07/2017 – 12:12

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também não falará para os parlamentares. A oposição e o próprio relator da denúncia contra o presidente da República, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), chegaram a defender que a Câmara fizesse o convide ao procurador. Porém, o argumento que servirá para que os “delatores” de Temer não falem aos deputados será o mesmo para Janot. O entendimento é que não cabe explicar os motivos que levaram o procurador a apresentar denúncia, segundo a qual o presidente cometeu crime de corrupção passiva.

Ministro de Temer defende rito de impeachment

05/07/2017 – 15:33

A oposição ganhou um importante “aliado” para transformar o rito de tramitação da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB), por corrupção, em um processo semelhante ao do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que foi ex-ministro da Justiça de Temer, defende, no livro “Direito Constitucional”, editora Atlas, a tese de que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) “pode realizar diligências e à instrução probatória que entender necessárias”.

Requerimentos

05/07/2017 – 15:35

Há vários requerimentos protocolados na CCJ convidando o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, e os aliados de Temer, como o coronel aposentado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, o advogado José Yunes, o empresário Ricardo Saud, que ficou conhecido como o “homem da mala”, Fabio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal e aliado do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o doleiro Lúcio Funaro e o ex-ministro Geddel Vieira, preso pela Polícia Federal, para que sejam produzidas “provas” no âmbito do colegiado. Os deputados de oposição querem transformar a tramitação em um processo semelhante ao do impeachment. Amanhã, a Presidência da CCJ deverá apresentar o entendimento sobre a validade dos requerimentos. Mas como o próprio ministro do STF, ligado a Temer, defende essa tese, pode ser que os requerimentos sejam acatados.

Andrade no comando do PMDB

05/07/2017 – 13:55

Após se reunir com o presidente Michel Temer (PMDB), em Brasília, o vice-governador de Minas e presidente estadual do PMDB, Antonio Andrade, voltou para Belo Horizonte com uma notícia que deve desagradar a ala peemedebista ligada ao governador Fernando Pimentel (PT). Em reunião marcada para esta sexta-feira, Andrade informará aos membros da Executiva que não haverá eleições para a escolha dos delegados municipais do partido, previstas para agosto. Com isso, não ocorrerá também eleição para a Executiva estadual, prevista para dezembro. Sendo assim, o presidente permanecerá no cargo por mais um ano, obrigando a bancada estadual a entrar na linha.

Figura decorativa

05/07/2017 – 13:56

Afinal, passa pelo comando do partido o processo de reeleição dos parlamentares que permanecerão no partido. Hoje, o próprio vice-governador reconhece que é figura decorativa no Estado. Os deputados estaduais estão sob a tutela do presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, que, além de ter o poder de repassar as emendas aos aliados, está muito próximo a Pimentel. Havia a expectativa de que, com as convenções, ocorreria uma mudança no comando do PMDB com alguém mais ligado a Adalclever. Mantida a atual direção, a tendência é a de que os deputados estaduais sejam obrigados a se aproximarem de Andrade se quiserem assegurar a reeleição pelo PMDB.

‘Impeachment’ de Temer

04/07/2017 – 14:48

O deputado federal Luiz Couto (PT/PB) acaba de apresentar (terça-feira, 04/07), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, requerimentos convidando o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, e aliados do presidente Michel Temer (PMDB), como o coronel aposentado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, o advogado José Yunes, o empresário Ricardo Saud, que ficou conhecido como o “homem da mala”, Fabio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal e aliado do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o doleiro Lúcio Funaro e o ex-ministro Geddel Vieira, preso pela Polícia Federal, para que sejam produzidas “provas” no âmbito do colegiado.

Indeferimento

04/07/2017 – 14:48

A intenção do deputado petista é transformar a tramitação na CCJ da denúncia da Procuradoria-Geral da República, por corrupção passiva, em um processo semelhante ao do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), cujo trâmite previa a ampla instrução probatória, ou seja, com a presença de oitiva de testemunhas, confecção de perícias, entre outras possibilidades. Porém, em função de a denúncia se tratar de crime comum, cujo trâmite demanda do Parlamento tão somente uma autorização de processamento, a Presidência da CCJ deverá indeferir os requerimentos. O entendimento jurídico é o de que caberá ao Supremo Tribunal Federal produzir e valorar toda prova pertinente ao caso para então proferir o veredito.