Marcelo Prates é, sem dúvida, um dos melhores e mais ativos fotojornalistas brasileiros. Passou por todas as redações e sucursais dos jornais nacionais em Belo Horizonte. Tem quase uma dezena de livros de fotografia publicados. Hoje ele mora em Nova York, de onde vem esta série de fotos. Abaixo, ele explica como surgiu a ideia do seu último projeto, “Pendurados”.

Por um fio

Por Marcelo Prates


A história do pendurados começou em uma das minhas caminhadas atrás dos pássaros urbanos de BH. Numa terça-feira, sai para procurar alados na avenida José Cândido da Silveira, no Bairro Cidade Nova. Saí cedo e neste dia o incrível aconteceu: nenhum pássaro cruzou minha lente, mas um telefone “azul calcinha” me chamou a atenção, pendurado nos fios da avenida. A partir desse dia continuei fotografando pássaros e objetos pendurados. Hoje tenho mais de 5 mil imagens de pendurados. Pesquisei na internet e vi que os pendurados tinham significados e histórias mundo afora. O filme Big Fish, do diretor Tim Burton, exibe uma sequência memorável onde os pendurados remetem a uma reflexão sobre o sentimento de gostar de alguém. O futuro que quero para as milhares de imagens é a publicação do livro ” Pendurados”.